Você não é pago para ensinar seu chefe a liderar

Tempo de leitura: 3 minutos

Você já se viu na situação de ter um chefe que claramente não sabe liderar, mas ainda assim espera que você resolva tudo?

Neste vídeo, eu trago uma reflexão direta sobre liderança, hierarquia no trabalho, feedback e limites profissionais: nem sempre cabe ao subordinado ensinar o chefe a fazer o que é papel da liderança.

Prefere ler? Então leia o post em texto.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=DMY9eLNIYb4

Você não é pago para ensinar seu chefe a liderar

Muitas pessoas acreditam que, ao perceber erros de liderança dentro da empresa, deveriam ensinar seus chefes a agir da maneira “correta”.

Mas será que esse realmente é o papel do funcionário?

Liderança exige preparo

Quando alguém assume um cargo de chefia — seja como gerente, coordenador, diretor ou CEO — espera-se que essa pessoa esteja preparada para lidar com gestão de pessoas, tomada de decisão e liderança.

Isso não significa que ela saiba tudo. Afinal, ninguém nasce pronto para liderar. Porém, parte da responsabilidade de ocupar um cargo de gestão é justamente buscar aprendizado e desenvolvimento contínuo.

Se a pessoa não possui essas habilidades, cabe a ela reconhecer isso e buscar capacitação.

Técnica e liderança são coisas diferentes

Existe um erro muito comum nas empresas: promover pessoas tecnicamente excelentes para cargos de gestão, sem que elas tenham preparo para liderar equipes.

Um contador pode ser extremamente competente na área técnica e, ainda assim, não saber liderar pessoas. O mesmo vale para profissionais de tecnologia, engenharia, administração e qualquer outra área.

Ser bom tecnicamente não significa, automaticamente, ser um bom líder.

O risco de tentar “ensinar” seu chefe


É natural que funcionários percebam falhas na liderança. No entanto, tentar ensinar diretamente um superior sobre como ele deve liderar pode gerar consequências delicadas.

Na prática, existem alguns cenários possíveis:

  • O chefe aceita a ideia, melhora processos e leva o crédito;
  • O chefe interpreta aquilo como afronta;
  • Ou simplesmente ignora completamente a sugestão.

Isso acontece porque existe uma relação hierárquica envolvida. Muitas lideranças podem não reagir bem ao fato de um subordinado tentar mostrar “como se faz”.

Feedback para liderança: quando vale a pena?

Isso significa que nunca se deve falar nada?

Não necessariamente.

Se o gestor for uma pessoa aberta ao diálogo e realmente pedir opinião, talvez exista espaço para uma conversa construtiva. Ainda assim, é preciso avaliar cuidadosamente o contexto e a maturidade da liderança.

Nem toda empresa possui uma cultura organizacional preparada para esse tipo de troca.

Aprenda com os erros dos outros

Em vez de tentar corrigir constantemente seu chefe, talvez exista uma estratégia mais inteligente: observar.

Um líder ruim também ensina — ainda que pelo exemplo negativo.

Você pode olhar para atitudes equivocadas e pensar:

  • “Quando eu estiver em uma posição de liderança, não farei isso.”

Essa percepção pode se transformar em aprendizado valioso para sua própria trajetória profissional.

A responsabilidade do líder

No fim, o desenvolvimento da liderança precisa partir da própria liderança.

Se alguém ocupa um cargo de gestão sem preparo, existem dois caminhos possíveis:

  • reconhecer que não está pronto e buscar capacitação;
  • ou continuar exercendo a função de maneira inadequada.

Mas essa responsabilidade não deveria ser transferida aos subordinados.

O que fazer, então?

Se você trabalha em um ambiente com liderança ruim, talvez existam três caminhos possíveis:

  1. Aceitar a situação e continuar;
  2. Buscar outra empresa;
  3. Ou se preparar para, no futuro, ocupar esse espaço de forma diferente.

Talvez a melhor maneira de mudar um ambiente seja se tornando o líder que você gostaria de ter tido.

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