For Girls: Fazendo as pazes com você mesma

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Hello! Hoje vou falar de um tema importante para todas nós, o lado obscuro do Mundo da Moda, da Beleza e da Mídia.

Dismorfofobia

Enfim, todo mundo deve conhecer alguém que reclama da sua aparência, que não aceita o seu corpo e se acha inferior. É amiga… A autoestima – ou melhor, a falta da autoestima – atinge todas nós. Sim, todas nós. Sentir-se assim uma vez ou outra é normal e a questão não é essa. O que irei discorrer aqui é sobre as mulheres que não possuem autoestima em momento algum.

Vivemos em um mundo onde somos bombardeadas a todo o momento por críticas, tendências, modismos e padronizações. Não é fácil não se deixar levar diante das tentações, não é fácil lidar com os olhares e com o seu próprio reflexo quando o mundo todo diz que você é uma carta fora do baralho. Os meios de comunicação (principalmente eles) terminam influenciando uma forma de se vestir, portar e até mesmo uma forma de ser. É uma situação tão degradante que até o caráter já está sendo padronizado.

O Brasil é protagonista no quesito beleza, ele é o campeão mundial de cirurgias plásticas e talvez, um dos motivos seja a grande exposição do corpo, afinal vivemos num país tropical e recheado de praias. Acontece que muitas dessas cirurgias têm objetivos fúteis e que – muitas vezes – não serão resolvidos. Muitas mulheres enxergam um defeito minúsculo como algo gigantesco e querem consertar isso de qualquer jeito. Entretanto, elas irão fazer milhares de cirurgias e nunca irão ficar satisfeitas. E quer saber o por quê? É fácil! O problema não está na aparência física, está dentro dela mesma. É a forma como ela se enxerga, é o que ela vê no espelho. E muitas vezes esse espelho é como aqueles que vemos em parques, que deformam o corpo, e se ela continuar olhando através dele sempre enxergará o mesmo defeito.

Será por causa dos homens? Nos importamos tanto com o que eles pensam ao ponto de querer emagrecer ou colocar silicone por eles? Claro que não! A escritora, antropóloga e colunista da Folha de S. Paulo, Miriam Goldenberg, fez uma pesquisa (citada pela Superinteressante em 2006), durante seis anos, em que aplicava questionários para cerca de 1300 homens e mulheres. Os resultados? A maioria dos homens diz que são atraídos pela beleza da mulher e que invejam a inteligência dos outros homens. E as mulheres? Bem, a maioria delas afirmam que são atraídas pela inteligência masculina e que invejam a beleza das outras mulheres. Ou seja, nós nos confrontamos pela beleza alheia e não pela preferência masculina (Que é muito variada, acredito eu).

É claro que um término no relacionamento ou levar um fora abala as estruturas das mulheres. Mas a maioria não pensa nisso como algo normal e sim como algo errado. E que, geralmente, esse erro é dela. Ela irá se culpar por não atender aos padrões dele e ficará ainda pior quando ver o dito cujo com outra mulher (e ela irá desejar ser como a outra mulher ou irá procurar o que a “sortuda” tem e ela não). Infelizmente algumas de nós somos assim e tudo isso se resume na falta da autoestima e em olhar para o espelho errado.

Certa vez, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) elaborou um estudo afirmando que uma em cada cinco mulheres sofrem de dismorfofobia (Isso mesmo, dismorfofobia). O que é isso? Bom, é um transtorno dismórfico corporal (ou Síndrome da Distorção da Imagem), um transtorno psicológico que abrange principalmente jovens e mulheres. Geralmente acompanhado por uma preocupação excessiva e obsessiva com a aparência, um perfeccionismo atenuado. Conhecido também como uma vaidade excessiva, em que a pessoa dá uma atenção desnecessária para um defeito praticamente inexistente. O que causa isso? A baixa autoestima, a falta de carinho e atenção na infância (ou ter recebido muitas críticas), e a mídia. Esse transtorno atinge milhares de pessoas, muitas não têm ideia que possuem e outras não aceitam, afirmam apenas serem vaidosas e cuidar da saúde.

Então, vamos começar a mudar essa situação. Nós, mulheres, temos que aprender a gostar de nós mesmas e a olhar para nós da mesma forma que olhamos para as outras. É óbvio que isso não acontecerá de um dia para o outro, mas toda mudança começa aos poucos e para todo começo é preciso ter atitude. Precisamos parar de procurar um ideal e um padrão para as nossas vidas, para os nossos corpos, para tudo. As mulheres lutaram – e continuam lutando – tanto pela independência há tantos anos e seria, no mínimo, um retrocesso (e dos grandes!) depender da mídia e dessa ditadura da beleza. Vamos iniciar uma Primavera Feminista!

Curiosidades:

Ashley Greene – conhecida por ser a Alice em Crepúsculo – afirmou numa entrevista que não sente totalmente confiável com o seu corpo e disse que a maquiagem pode atrapalhar a beleza natural da mulher, fazendo com que se acostume a estar sempre impecável. Katie Holmes, que recentemente contratou um “treinador de confiança”; e a cantora Shakira, que já assumiu ter frequentado terapeutas, também tem problemas com a sua autoestima.

Fonte: Superinteressante, Caras

Texto por Beatriz Gouveia.

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