Uma ladra de livros, um amor e uma guerra

Tempo de leitura: 4 minutos

A menina que roubava livros

A menina que roubava livros, publicado no Brasil pela Intrínseca, é um livro do escritor australiano Markus Zusak, e conta a história de Liesel Meminger, uma garotinha que viveu na Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial. A trajetória da personagem é contada pelos olhos de uma narradora bastante conhecida, nada mais, nada menos, do que a própria Morte.

Liesel é enviada para adoção juntamente com seu irmão, pois sua mãe é comunista e teme pela vida de suas crias. Liesel e seu irmão são enviados então para o subúrbio pobre de uma cidade alemã. Durante a viagem de trem o irmão da garota morre, e é enterrado em uma cidade no caminho da viagem. Durante o enterro do garoto, o coveiro do cemitério deixa cair um livro, Liesel o vê brilhante na neve e resolve rouba-lo, a partir daí começa a história de um ladra de livros, que já tem um livro, mas ainda não sabe ler.

Na nova cidade Liesel é cuidada pelos Hubermann, Hans, o pai, e Rosa, a mãe. Seu pai é um pintor de paredes e tocador de acordeão nas horas vagas, e dá aulas de leitura para ela. Já alfabetizada, Liesel começa a ler mais livros, e a mulher do prefeito a convida para se deliciar com os livros que há na biblioteca de sua casa.

Ela também faz amizade com um menino de cabelos cor de limão, Rudy Steiner, que viria a se tornar seu melhor amigo no futuro. A amizade dos dois começou depois de Liesel defender um pênalti batido por Rudy, aliás, o futebol era a diversão preferida da garotada da Rua Himmel. Os dois viraram parceiros de furtos, e Rudy, o pobre Rudy, se apaixonou por Liesel Meminger, a garota do número 33 da Rua Himmel.

“Que tal um beijo, Saumensch?”
Rudy Steiner

Falando em amizades, Liesel torna-se amiga também de Max Vandenburg, um judeu que eles escondem no porão de casa, e que escreve livros sobre suas histórias de vida.

Leve e com uma bela história, devo dizer, como escritor, que fiquei espantado pela maneira como Markus descreve cada situação, os detalhes, o estilo da narrativa. Tenho até que dizer que fiquei com um pouco de inveja, inveja da boa, queria conseguir escrever que nem ele, e espero realmente um dia conseguir. Mas voltando para o livro, podemos perceber a importância da leitura, uma garota que consegue ser feliz e viajar por diversos mundos através da leitura. Que acalma outras pessoas que estão sob a ameaça de uma bomba, simplesmente com a leitura.

Vimos a forma como os pais adotivos a tratam, e vice-versa. Hans com um jeito todo camarada, e Rosa com aquele seu jeito rabugento, mas que lá no fundo ama muito seu marido e sua nova filha. Vimos também a amizade entre Rudy e Liesel, uma amizade pura, sem precisar de troca de favores, e que brigam, mas estão sempre juntos. E também temos a amizade entre Max e Liesel, uma criança e um adulto, e apesar da idade existe uma amizade também, sem segundas intenções.

Não é um livro curto, mas é bastante interessante e relaxante de ler, apesar disso não o recomendo como seu primeiro livro, exatamente pelo tamanho (para ser o primeiro recomendo o meu). Mas se você já leu alguns livros (uns dois), recomendo que leia esse. E se é amante de livros, é leitura obrigatória, pelos simples fato de tratar de uma apaixonada por livros, além de contar um contexto histórico de um enredo que conhecemos muito nas aulas de História.

Achei genial a história ter sido contada como se fosse escrita pela Morte, é um jeito totalmente diferente de contar uma história, onde o narrador é normalmente os personagens principais ou alguém que não está na história. Se você quer conhecer essa Saukerl (irá entender isso ao ler a história), o livro está a venda por R$ 39,90 no Submarino, Amazon e Saraiva.

Além disso, A menina que roubava livros vai ganhar uma adaptação para as telonas, e já saiu até o trailer do filme.

Sinopse do filme: Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus vizinhos, incluindo um homem judeu que vive na clandestinidade.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.