Uma fila, 5 euros, intenções diferentes

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Cinco euros

Uma fila de pessoas e uma nota de 5 euros. Elementos que compõem dois momentos que presenciei, mas que, com exceção da fila e da nota, pouco se assemelham. E a diferença vem definida por uma palavra: intenção.

O primeiro momento foi na fila de um aeroporto na Alemanha. Sem entender uma única palavra, apenas interpretando sorrisos e olhares, eu entendi o que havia acontecido. Um garoto pedia ao pai dinheiro para comprar refrigerante. O pai não tinha. Assim, um rapaz, próximo a eles, prontamente, foi até o menino e entregou uma nota de 5 euros. Foi lindo ver o brilho nos olhos do garoto que, cheio de felicidade, foi buscar o refrigerante. A gratidão preencheu o coração daquele pai. Consegui sentir isso. E eu fiquei ali, contemplando tal atitude. Claramente se via que o rapaz, que ajudou, não fez por piedade, dava para ver que foi por pura motivação em tornar especial o dia de alguém. Uma forma magnífica de viver a vida.

A outra cena foi em uma sorveteria na Itália. Enquanto caminhávamos, em fila, em direção ao caixa, uma senhora veio até mim e um casal que estava à minha frente e indagou se a nota de 5 euros que estava no chão, próxima a nós, nos pertencia. De imediato, a moça, à minha frente, disse que não e seu companheiro deu a mesma resposta. Que também foi dada por mim, já que aquela nota não era minha. Foi eu me calar, que a mulher que, há segundos, tinha dito que a nota não era dela, se agachou rapidamente, como se ninguém visse, e pegou a nota, com o consentimento do namorado, que deu um sorriso amarelo. Eu me indignei. Se não é seu, não pegue. No máximo, pegue e vá procurar o dono, algo que o casal não fez, já que os sorvetes deles foram pagos com essa nota de 5 euros, pertencente a outrem.

Pois é, e foi assim que eu me vi, por duas vezes, em uma fila e vendo o efeito que 5 euros (aproximadamente R$18,00) provocam nas pessoas. Em um caso, eu vi boas intenções, vontade de ajudar, de renunciar 5 euros para ver alguém sorrir. Em outro, eu vi a corrupção, a má intenção de se apropriar do que não é seu para poder levar vantagem.

E a vida é isso. Não importa o local, seja na Alemanha, na Itália, no Brasil, os elementos cotidianos são os mesmos, o que faz diferença é a intenção que você tem ao mexer com eles.

Por isso, deixo o conselho: atente-se à suas intenções em tudo que faz. Por tudo que vivi e já vi, posso afirmar que é muito melhor renunciar de algo que é seu para saciar a fome de alguém do que saciar a sua própria fome com algo que não te pertence. Preencha-se de boas intenções.

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