Surgimento da seca no Nordeste

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Seca no Nordeste
(Foto: Pedro Penha)

A história das secas na região nordeste é uma prova de fogo para quem lê ou escuta relatos que vêm desde o século 16.

As duras consequências da falta de água acentuaram um quadro em diversos momentos da história do semiárido que chega a ser assustador: migração desenfreada, epidemias, fome, sede, miséria.

Os relatos de pesquisadores e historiadores datam da época da colonização portuguesa na região. Até a primeira metade do século 17, quem ocupava as áreas mais interioranas do semiárido brasileiro era a população indígena.

Uma das primeiras secas que se tem notícia aconteceu entre 1580 e 1583. As capitanias tiveram seus engenhos prejudicados, as fazendas sofreram com a falta de água, e cerca de 5 mil índios desceram o sertão em busca de comida.

Somente no século seguinte é que os chamados sertanejos passaram a ocupar a região conhecida como polígono das secas. A presença foi intensificada após uma Carta Régia que proibia a criação de gado em uma faixa de 10 léguas desde o litoral em direção aos sertões.

Muitos estudiosos defendem que o governo deve ter uma visão estratégica sobre a questão para que o desequilíbrio social na região seja combatido de forma eficaz.

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