Reforma do código florestal

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Para o pesquisador sênior do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Paulo Barreto, a reforma do Código Florestal é um golpe forte e deixa a mensagem que vale a pena destruir. A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou há pouco, depois de mais de cinco horas de discussão, o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) por 13 votos a 5.

– A ideia é validar o que já foi feito de forma ilegal, anistiar quem não cumpriu a lei, independentemente de ter ocorrido problema ambiental. É livrar quem cometeu crimes – diz Barreto, explicando que, até agora, o debate tem sido polarizado e não há interesse em tentar resolver os problemas de forma consistente.

Ele acha que só com mobilização o texto poderá ser rejeitado no plenário da Câmara. Como mostra matéria do Globo que pode ser lida aqui, o deputado retirou o trecho que permitia os estados reduzirem as faixas de proteção obrigatória de matas ciliares.

Esse assunto é controverso demais para ser decidido no fim do segundo mandato de um presidente, às vésperas das eleições. Especialistas da USP dizem também que o deputado não ouviu a ciência para elaborar o seu relatório.

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