Elbert Agostinho | Minuto do Saber https://minutodosaber.com Aprender, pensar, saber. Tue, 09 Aug 2022 16:25:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.3 https://minutodosaber.com/wp-content/uploads/2013/04/cropped-minuto-32x32.png Elbert Agostinho | Minuto do Saber https://minutodosaber.com 32 32 A Pandemia causou Problemas Mentais? https://minutodosaber.com/2022/08/a-pandemia-causou-problemas-mentais/ https://minutodosaber.com/2022/08/a-pandemia-causou-problemas-mentais/#respond Thu, 11 Aug 2022 15:00:00 +0000 https://minutodosaber.com/?p=19943 menos de 1 minuto Será que a pandemia causou todos os problemas mentais que temos hoje? Será que antes dela tudo era flores e todo mundo tinha a mente perfeita? É sobre isso o vídeo e não tá tudo bem. Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=nfpa3Dicspo Quer minha ajuda profissional para resolver seus problemas? Agende um atendimento: https://bit.ly/3whwGrN

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Será que a pandemia causou todos os problemas mentais que temos hoje?

Será que antes dela tudo era flores e todo mundo tinha a mente perfeita?

É sobre isso o vídeo e não tá tudo bem.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=nfpa3Dicspo

Quer minha ajuda profissional para resolver seus problemas? Agende um atendimento: https://bit.ly/3whwGrN

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Reflexões sobre deixar meus 30 anos para trás https://minutodosaber.com/2016/06/reflexoes-30-anos/ https://minutodosaber.com/2016/06/reflexoes-30-anos/#respond Tue, 21 Jun 2016 09:00:31 +0000 http://minutodosaber.com/?p=16084 2 minutos Então, vamos comemorar? Mas, antes, vamos parar e refletir. Percebi que aquela idade que me vestiu durante um ano tornou-se gasta. Seria o tecido? Não. Tem horas que precisamos trocar. De roupa? Não, de idade. O “De repente trinta” passou voando. Deu tempo de ouvir Michael Jackson, assistir Tom & Jerry mais uma vez, me casar e sair de casa. Deu tempo de sentir um cadinho de nostalgia. Observar quantos livros eu tenho, folhear minhas histórias em quadrinhos, lembrar dos amigos. Perceber Continue lendo

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Então, vamos comemorar?

Mas, antes, vamos parar e refletir.

Percebi que aquela idade que me vestiu durante um ano tornou-se gasta.

Seria o tecido?

Não. Tem horas que precisamos trocar.

De roupa?

Não, de idade.

O “De repente trinta” passou voando.

Deu tempo de ouvir Michael Jackson, assistir Tom & Jerry mais uma vez, me casar e sair de casa.

Deu tempo de sentir um cadinho de nostalgia.

Observar quantos livros eu tenho, folhear minhas histórias em quadrinhos, lembrar dos amigos.

Perceber a genética dos meus pais agindo em mim.

Deu tempo de ouvir minha aluna dizer: Você é meu pai Preto.

Alguns dizem que escrever é um ato solitário.

No entanto, cada letra que surge em meus pensamentos vem carregada de vozes, de um outrem.

Não seria correto dizer que escrevo só. Uma calúnia.

Eu apenas reparto um pedaço de tudo que encontrei.

Hoje eu tenho autoridade para dizer: “No meu tempo era assim”. Mas, não sei se quero isso.

Um grande filósofo que conheci dizia: “Meu tempo é Agora”.

Esse tal tempo traz uma infinidade de sabores, aromas, sensações.

Como aquela vez em que encontrei uma princesa bem perto do vilarejo onde eu morava.

Hoje ela é rainha. E ouço pelo ecoar dos cantos que eu sou o rei.

Entre os tesouros que guardo, existe um extremamente precioso, e que a cada dia aprendo a utilizar para alimentar algumas pessoas que desejam saborear algo além do que conhecem.

Esse tesouro chama-se “Escrita”, e como vinho, parece melhorar com o tempo.

Sim, esse tempo, que é acusado de roubar nossa juventude como um larápio, cleptomaníaco. Ele nos traz a experiência. Como na alquimia, trata-se de uma troca equivalente.

O que alguém com mais de trinta anos, porém com menos de quarenta, pode ensinar?

Eu não desejo deixar de aprender. Em algumas lendas asiáticas o pupilo supera o Mestre.

Não quero ser melhor que o Mestre, desejo sentar com ele, e enquanto tomamos o “chá da tarde”, quero que ele conte sobre aquelas vivências que eu nunca soube.

Enquanto conversamos, a velhice olha distante, observa atentamente o quanto cheguei mais perto dela.

Em contrapartida, alimento a juventude com vídeo games, danoninho e camisas de super heróis (Obs: prefiro o Batman).

Não posso apenas deixar os 30, essa idade adentrou meu ser, e continuará existindo, enquanto deixa um espaço para as próximas primaveras.

Inicio então, essa trajetória. Onde esse número 1 chega de mansinho, quase em silêncio, se aproxima da idade anterior e diz: Estamos juntos.

E perturba-se dentro de mim um ritmo, mas se queremos dançar, devemos mudar a música.

O som é diferente. Não é um ruído.

Talvez uma melodia, leve, entre acordes e notas que sussurram “Eu tenho 31 anos”.

Acho que devo me acostumar.

Parece que essa música tocará durante algum tempo.

Preciso parar essa conversa. É hora de cortar o bolo.

Gostaria de lhe  contar um segredo antes de partir: “Se sobrar um pedaço, eu guardo pra você”.

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Rio de Janeiro ou Gotham City? Uma breve reflexão sobre a cidade “Maravilhosa” https://minutodosaber.com/2016/06/rio-de-janeiro-gotham-city/ https://minutodosaber.com/2016/06/rio-de-janeiro-gotham-city/#respond Tue, 14 Jun 2016 09:00:02 +0000 http://minutodosaber.com/?p=16080 4 minutos O caos se instaura na cidade, conforme vão passando os dias o adjetivo “Maravilhosa” vai nos deixando, não se vê mais nenhuma garota de Ipanema, e os 40 graus que sempre marcaram presença, alteram-se de temperatura para indignação, ouvem-se os protestos “Eu não quero mais viver aqui”. À noite, talvez o pior momento, apresenta cenários que se assemelham ao filme Psicose de Alfred Hitchcock. Os protagonistas não gritam, alguns são engolidos pela noite, que sussurra: “Me tornei as trevas”. Sair de casa Continue lendo

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O caos se instaura na cidade, conforme vão passando os dias o adjetivo “Maravilhosa” vai nos deixando, não se vê mais nenhuma garota de Ipanema, e os 40 graus que sempre marcaram presença, alteram-se de temperatura para indignação, ouvem-se os protestos “Eu não quero mais viver aqui”.

À noite, talvez o pior momento, apresenta cenários que se assemelham ao filme Psicose de Alfred Hitchcock.

Os protagonistas não gritam, alguns são engolidos pela noite, que sussurra: “Me tornei as trevas”.

Sair de casa se tornou um desafio, alguns ao se despedirem de suas famílias, dizem: “até logo”, mas levam consigo o medo de não voltar para casa.

As sirenes tornaram-se parte do ambiente, como na época em que ouvíamos “as mais tocadas da rádio”.

O governo sofre de doenças crônicas, a mais letal é a amnésia, fazem algumas coisas, e depois alegam que não lembram de nada.

Corrupção, descaso, os habitantes foram deixados as moscas.

Seria um ótimo roteiro de histórias em quadrinhos, se não fosse tão real.

Em “A piada Mortal”, Allan Moore escreve sobre o Coringa, o personagem deseja provar que o ser humano precisa de apenas um dia para se tornar um “louco”, ou seja, se você passar por um dia atípico, em que sua mente é atormentada, você deixará a sanidade.

Vivemos uma era impetuosa, quantos de nós já enlouquecemos?

Até o aspecto religioso, respeitado durante séculos, para uns tornou-se piada, e para outros, motivo de vandalismo.

Por que apedrejar alguém por professar sua fé?

Gotham é uma cidade perigosa. A cidade que cria bandidos. E o Rio de Janeiro o que é?

Algumas pessoas dizem que não gostam muito do Batman, mas não compreendem que Gotham criou o Batman, uma medida desesperada, de uma cidade que se derramava em lágrimas, ainda, mais crítica que “Sodoma e Gomorra”.

Imagine como seria nascer em Gotham? Você por acaso vive no Rio de Janeiro?

Bruce Wayne, uma criança, nasceu em Gotham, e a cidade mostrou a ele o quanto era cruel.

Um bandido matou seus pais na sua frente.

O que fazer quando você vê seus pais morrendo diante de seus olhos? Bruce Wayne tornou-se o Batman.

Aquele que aterroriza os bandidos, e não segue a lei para justificar seus meios, quem sabe Bruce leu Maquiavel.

Nós não temos um Batman, mas temos uma série de palhaços.

Temos a crueldade de Gotham manchando nossa cidade, que ainda sim, acredita que pode sediar uma Olímpiada.

A cidade pintada de sangue, nos surpreende com mais um ato que relembra os filmes de terror, entretanto, no cinema, os espíritos que são malvados, aqui, são os homens.

Se você for um pouco mais velho responda: “O que você lembra de quando tinha 16 anos?” E se por acaso, você for mais novo responda: “O que você deseja fazer com 16 anos?”.

Uma menina, tomada pelo horror do Rio de Janeiro, tinha 16 anos.

A cidade a envolveu com suas trevas e permitiu que ela fosse estuprada.

33 homens!

A população apresenta-se indignada, entretanto, é possível ouvir alguns ecos atravessados: “De repente se ela não estivesse com aquela roupa.”

Se fosse em Gotham, haveria um Batman. Mas aqui, nesta cidade, só existem vilões, e alguns deles usam fardas.

No início o Homem Morcego era chamado de Cavaleiro das Trevas, você sabe o motivo?

O interesse do personagem não era levar os bandidos para a prisão, mas sim carregá-los para o lugar de onde eles nunca deveriam sair: As Trevas.

Se por acaso, de alguma maneira, você compartilha da opinião de que a culpa é da menina, isso acontece porque a cidade já engoliu você, e envenenou seu discernimento com falta de sentimentos em relação ao outro.

É angustiante perceber que as histórias que eu lia quando era pequeno estão se tornando reais.

A ponto de termos que deixar nossas coisas em casa para irmos na rua, e não ver mais as crianças brincando até tarde com seus coleguinhas.

Estamos vivendo em Gotham, cidade que corrói o ser humano, e altera sua sanidade.

Pensar nessas situações cria uma espécie de agonia em nós.

Talvez, essa sensação nos faça refletir sobre a vida, e pensar que se continuarmos vivendo em Gotham, não haverá um futuro para nenhum de nós.

Seremos engolidos pela cidade que cria monstros, e como em “A Piada Mortal”, o Coringa vai rir de nós, enquanto toma água de coco, e canta: “Olha que coisa mais linda, mas cheia de graça…”

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Quantos universos você habita? https://minutodosaber.com/2016/04/quantos-universos-voce-habita/ https://minutodosaber.com/2016/04/quantos-universos-voce-habita/#respond Tue, 19 Apr 2016 09:00:15 +0000 http://minutodosaber.com/?p=15928 1 minuto Você já parou para pensar em quantos universos você habita? Talvez um cético diria para eu me recolher e parar de dizer certas coisas, pois o universo é um só. Mas, eu insisto, e convido você a perceber o mundo de outra forma. Pense sobre os lugares que você anda, sobre o seu “eu”, e lembre de quem você foi ontem. Cada lugar que você toca seus pés pode ser considerado um pequeno universo, pois são distintos. Mas não me refiro aquele Continue lendo

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Você já parou para pensar em quantos universos você habita?

Talvez um cético diria para eu me recolher e parar de dizer certas coisas, pois o universo é um só.

Mas, eu insisto, e convido você a perceber o mundo de outra forma.

Pense sobre os lugares que você anda, sobre o seu “eu”, e lembre de quem você foi ontem.

Cada lugar que você toca seus pés pode ser considerado um pequeno universo, pois são distintos.

Mas não me refiro aquele lugar que você viaja uma vez ao ano, estou falando sobre os espaços que você ocupa rotineiramente, e que fazem você perceber as sutis diferenças.

E você consegue observar o quanto cada universo muda você? Ou o quanto de você muda os pedaços do universo.

Talvez essa seja uma conversa complexa. Quem sabe, o mundo tenha me convidado a me despir da lucidez.

Enquanto isso, alguns tão “normais”, não conseguem perceber o que acontece a sua volta.

Já diziam alguns antes de mim: “Alô, alô Marciano, aqui quem fala é da terra. Pra cariar, estamos em guerra, você não imagina a loucura”.

Nesse momento, confesso que não consigo apontar no mapa em que lugar estou.

Em qual universo meus pés estão fincados?

Mas, pensar sobre isso já faz com que eu observe o mapa de outra forma.

Então, há possibilidades de trilharmos novas direções. “Para o infinito e além…”.

Cá entre nós, não preciso ir muito longe. Quero deixar algumas pegadas. Respirar fundo e pensar: Vou deixar um pouco de mim, e levar um pouco daqui.

Eu hábito alguns universos, e desejo conhecer mais.

A mala é pequena, a distância longa, e o trânsito às vezes nos desanima.

Mas, preciso insistir: Quer ir comigo?

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Qual desenho você vê nas nuvens? https://minutodosaber.com/2016/01/qual-desenho-voce-ve-nas-nuvens/ https://minutodosaber.com/2016/01/qual-desenho-voce-ve-nas-nuvens/#respond Tue, 19 Jan 2016 09:00:47 +0000 http://www.minutodosaber.com/?p=15358 2 minutos Diga- me, por favor, quando foi a última vez que você tentou desvendar as figuras que são formadas aleatoriamente pelas nuvens? Talvez, de uma maneira cética você dirá: “Ver desenhos nas nuvens é coisa de criança”. Interessante abordagem, entretanto, após chegar a uma certa idade algumas pessoas comentam: “Quem dera ser como uma criança”. Então, qual o problema? O que você faz de tão importante que não consegue encontrar tempo para contemplar o céu? Não me entenda mal, observar o céu não Continue lendo

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Diga- me, por favor, quando foi a última vez que você tentou desvendar as figuras que são formadas aleatoriamente pelas nuvens?

Talvez, de uma maneira cética você dirá: “Ver desenhos nas nuvens é coisa de criança”.

Interessante abordagem, entretanto, após chegar a uma certa idade algumas pessoas comentam: “Quem dera ser como uma criança”.

Então, qual o problema? O que você faz de tão importante que não consegue encontrar tempo para contemplar o céu? Não me entenda mal, observar o céu não é uma obrigação.

Em algumas memórias lembro-me de quase brigar com alguns colegas, pois, enquanto eu acreditava que a nuvem representava um cachorro, outros diziam que era um leão, ou talvez um carro.

Eu brigava porque queria estar certo. Bem, nós somos assim, né? Sempre queremos estar certos.

Existe uma importância enorme em tornar-se adulto, e adentrar ao mundo da responsabilidade, colocar nosso cinto de utilidades, e nos armarmos com o máximo de dinheiro que possamos conquistar.

Uma linha tênue, pois ao mesmo tempo, parece que perdemos nossos brinquedos, aquele pó de pirlimpimpim, e a vida torna-se menos fantasiosa, a ponto de a lucidez inebriar o mundo lúdico.

Peter Pan não queria crescer, mas enquanto negava o status adulto ele se aventurava e salvava muitas vidas.

Então, depois que você saiu da terra do nunca, quer dizer, depois que você se tornou adulto, quantas pessoas você salvou?

Talvez, entre as milhares de responsabilidades que experimentamos em cada gole de realidade, deveríamos colocar uma pitada de mágica, sim, aquela que tínhamos em excesso quando éramos pequenos.

A fantasia nos leva a abstração, e no mundo de hoje, se não abstrairmos de vez em quando, seremos invadidos pela loucura. Que tal deixar-se levar pela ausência de realidade? Só alguns segundos.

A prática do Yoga ensina a importância da respiração, como fundamental para uma transformação, uma limpeza do ser.

Há quanto tempo você não respira? Não me refiro a respiração automática e cotidiana que funciona para que seu corpo se mantenha vivo. Falo sobre uma respiração profunda, como se aventurar em algo que você não conhece.

Como as crianças, que mesmo sem saber das coisas, se mostram sempre curiosas, tentando tatear e saborear o mundo a sua volta. É tudo uma questão de tempo, e o que você faz com ele.

A velocidade da tecnologia tem nos sugado para uma realidade alternativa, e nos levado a percepções distorcidas.

O que fazer? Enquanto, tentava alinhar meu raciocínio para produzir esse texto, observava pela janela os céus e as nuvens.

Uma em particular era um tanto quanto curiosa, parecia um dragão, com asas enormes e cuspindo fogo. É coisa da minha cabeça. Mas, que bom, apesar dessa realidade caótica, ainda consigo ver dragões.

E você? Será que ainda consegue encontrar alguma imagem nas nuvens? Que tal tentar? Será um exercício interessante, depois disso respire.

Se ainda conseguir ver alguma imagem nas nuvens, fique feliz… Ainda há salvação pra você.

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Talvez, você só precise mudar de “ares” https://minutodosaber.com/2015/10/talvez-voce-so-precise-mudar-de-ares/ https://minutodosaber.com/2015/10/talvez-voce-so-precise-mudar-de-ares/#respond Tue, 27 Oct 2015 09:00:41 +0000 http://www.minutodosaber.com/?p=15286 3 minutos Outro dia escutei uma frase de um senhor, que aparentemente não era tão sábio: “Você é do tamanho do que você vê”. Então, qual seria o meu tamanho? Perguntei a mim mesmo. Em um primeiro momento, após digerir a informação, me questionei sobre o valor que tentei colocar no tal senhor, quer dizer, quem sou eu para questionar a sabedoria existente naquela pessoa? Mas as pessoas fazem isso, né? Fico flutuando nas ideias que costumam me envolver, e esse pensamento do tal Continue lendo

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Outro dia escutei uma frase de um senhor, que aparentemente não era tão sábio: “Você é do tamanho do que você vê”.

Então, qual seria o meu tamanho? Perguntei a mim mesmo.

Em um primeiro momento, após digerir a informação, me questionei sobre o valor que tentei colocar no tal senhor, quer dizer, quem sou eu para questionar a sabedoria existente naquela pessoa?

Mas as pessoas fazem isso, né?

Fico flutuando nas ideias que costumam me envolver, e esse pensamento do tal senhor “aparentemente” não tão sábio, se conectou com um desenho que vi a algum tempo atrás, e que falava sobre a noção de humanidade que existe em cada ser.

Entre os diálogos, o que me fisgou foi o seguinte: “Os seres humanos são assim”.

Falar sobre essa questão não é algo recente.

Shakespeare esbravejou em seu texto: “Ser ou não ser, eis a questão…”.

E Zeca Pagodinho, após vários álbuns de sucesso, achou importante colocar o nome de um de seus álbuns de “Ser Humano”.

Ás vezes parece que estamos tão preocupados com o que queremos ser que esquecemos de quem somos.

E se por acaso você pudesse mudar o seu passado? O que você faria?

Já ouviu falar no paradoxo do tempo? Parece que qualquer vírgula que você alterasse em seu passado, faria com que você não estivesse aqui nesse momento degustando esse texto.

Mas para que falar tanto sobre “ser”? A ideia é falar sobre mudanças. Mas, aprendi que a introdução é que fisga o leitor.

Então, pense um pouco e responda: Qual foi a última vez que você mudou? O que você fez de diferente?

Einstein já dizia: “Loucura é fazer todos os dias a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

A mudança é um processo longo, às vezes doloroso, entretanto, necessário.

Esse é o grande conceito que sustenta a tecnologia: o aperfeiçoamento.

Então, o quanto de tecnologia existe em você? Está se tornando obsoleto? Nem todos os filmes antigos tornam-se clássicos.

Acredito que está na hora.

Sim, hora de mudar, talvez você se pergunte: Por onde começo?

Então, chegamos no título, não é? Que tal começar por novos “ares”.

Que tal frequentar novos espaços? Ter novas impressões? Conhecer outras pessoas? Que tal um desafio?

Esse é praticamente um mantra na vida dos super-heróis. Sempre que a terra está segura, chega um novo vilão.

Quem é o seu vilão?

Já sei, vai me dizer que já derrotou todos?

Bem, não vou dizer que seu pensamento está equivocado.

Quer dizer, vou esperar que você perceba isso sozinho. Mas, não estou propondo um caminho, mas, sim, uma ideia, se lhe servir, pode utilizar.

Outro dia encontrei um amigo, e ele me perguntou se estava morando no mesmo lugar.

Então, respondi que não, que tinha me mudado.

Ele respondeu: “Estou muito feliz por você ter mudado”. Eu brinquei: “Continuo a mesma pessoa”. Ele comentou: “A questão não é você mudar, mas, mudar de lugar, e isso lhe fará muito bem”.

Acredito que devemos reinventar a palavra rotina, me parece um pouco fora de moda.

É claro que existem os adeptos, que defenderam com espadas e escudos a onipotência da rotina.

Eu, devo lhe dar os parabéns. Isso se você realmente conseguir fazer as mesmas coisas todos os dias.

Existe uma coisa interessante em tentar traduzir uma ideia através das palavras: o processo.

Esse texto, por exemplo, é fruto de um processo.

E sabe qual a melhor parte disto?

Existirão aqueles leitores que dirão: “Gostei desse texto”. Haverá outros que comentarão: “Perdi meu tempo”.

Mas, meu caro leitor, o fato de ter lido o texto já fez você mudar.

Então, cá entre nós, que tal mudar mais um pouquinho?

Uma reestruturação do “ser” a longo prazo.

Talvez, nos encontraremos no próximo texto.

Caso isso não ocorra, apenas uma dica: “Se realmente quer mudar… Arrume as malas.”.

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A lenda do monstro de duas cabeças e o que ela pode ter a ver com você https://minutodosaber.com/2015/08/lenda-monstro-duas-cabecas/ https://minutodosaber.com/2015/08/lenda-monstro-duas-cabecas/#respond Tue, 04 Aug 2015 09:00:17 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=12866 2 minutos Em uma ilha remota e muito distante existia um vulcão silenciado. Durante séculos o vulcão não soltou nenhuma fumaça, até que um dia cuspiu uma bola enorme em meio as chamas. Parecia uma rocha maciça, impenetrável, que no entanto, se rachou ao meio, e de dentro saiu uma criatura. Na ilha existiam diferentes animais, no entanto, este era peculiar. Um monstro que possuía duas cabeças. Apenas um corpo e duas formas de pensar e talentos diferenciados. A cabeça da esquerda soltava veneno, Continue lendo

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Em uma ilha remota e muito distante existia um vulcão silenciado. Durante séculos o vulcão não soltou nenhuma fumaça, até que um dia cuspiu uma bola enorme em meio as chamas.

Parecia uma rocha maciça, impenetrável, que no entanto, se rachou ao meio, e de dentro saiu uma criatura. Na ilha existiam diferentes animais, no entanto, este era peculiar. Um monstro que possuía duas cabeças. Apenas um corpo e duas formas de pensar e talentos diferenciados.

A cabeça da esquerda soltava veneno, ácido e mortal, porém, inflamável. A cabeça da direita soltava chamas, dominava o fogo. As duas cabeças nunca se olhavam, e evitavam ao máximo trocar palavras, pois o encontro de suas argumentações poderia ser letal. Tinham uma breve consciência de que se por acaso discutissem, acabariam com sua existência.

Um dia o monstro caiu em uma armadilha, a posição que as cabeças ficaram era incômoda. Uma de frente pra outra. Duas cabeças relutantes, ficaram dias sem se falar. Até que a cabeça do lado esquerdo, a que soltava o veneno disse: eu falo e você escuta, e depois você fala e eu escuto, não há possibilidade de falarmos juntos, pois você sabe o que acontecerá. A cabeça do lado direto acenou, compreendendo o raciocínio.

Então, a cabeça que tinha o veneno começou. Falou durante dias, enquanto isso a outra cabeça estava morrendo de vontade de soltar uma pequena brasa, permaneceu inquieta, mas respeitou o acordo. Depois foi a vez da cabeça que soltava fogo. Estava com tanta raiva que esfumaçou todo o ambiente. A outra cabeça estava com a língua encharcada de veneno, mas segurou a toxina perigosa dentro da boca.

E assim seguiram durante anos, uma falava e a outra ouvia. Um dia, as cabeças já sem esperança, pensando na possibilidade de um “oi” coletivo que poderia propiciar o fim de tudo, apareceu um animal menor, que sentiu pena da situação, então, aquela compaixão fez com que o animalzinho soltasse o monstro de duas cabeças sem fazer nenhuma pergunta.

Assim que estavam livres da armadilha o monstro de duas cabeças resolveu “agradecer”. A cabeça da esquerda soltou uma quantidade absurda de veneno em cima do animal indefeso e depois de se distanciarem um pouco, a cabeça da direita cuspiu um nível muito alto de chamas.

O pequeno animal que já sofria com o envenenamento, queimou, e morreu.

O monstro de duas cabeças continuou sua vida, caminhando por regiões longínquas e inóspitas. De vez em quando um ou outro comentavam que viram essa criatura por aí.

Alguns afirmam que foram atingidos pelo vocabulário tóxico da cabeça esquerda e outros insistem que foram chamuscados pela verbosidade flamejante da cabeça do lado direito. E você? Será que já viu esse monstro por aí?

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Conversa entre amigos https://minutodosaber.com/2015/06/conversa-entre-amigos/ https://minutodosaber.com/2015/06/conversa-entre-amigos/#comments Tue, 23 Jun 2015 09:00:04 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=12243 menos de 1 minuto Esses dias tive a oportunidade de conversar com um grande amigo. Entre palavras, ironias e devaneios, surgiu um pequeno texto, que vos apresento aqui. Conversa entre amigos: Dizem que um dos grandes segredos e embasamentos da filosofia de vida diz respeito à nossa capacidade de nos surpreendermos com as coisas que a priori são ignoradas. A cada momento nos é dada a oportunidade de sermos diferentes. Buscarmos a evolução espiritual e mental. Uma palavra de carinho. Um abraço. Um aperto Continue lendo

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Esses dias tive a oportunidade de conversar com um grande amigo. Entre palavras, ironias e devaneios, surgiu um pequeno texto, que vos apresento aqui.

Conversa entre amigos:

Dizem que um dos grandes segredos e embasamentos da filosofia de vida diz respeito à nossa capacidade de nos surpreendermos com as coisas que a priori são ignoradas.

A cada momento nos é dada a oportunidade de sermos diferentes.

Buscarmos a evolução espiritual e mental.

Uma palavra de carinho.

Um abraço.

Um aperto de mão. Ou mesmo beijo faz a vez da realização de quando desejamos forças para superarmos cada dia e barreira a que somos submetidos.

Sendo assim. Jamais perca essa capacidade.

De ser humano, praticar o humanismo e não sucumbir às adversidades da vida.

A grande dificuldade, para utilizar um palavra mais apropriada, talvez o grande paradoxo seja compreender o que é “ser humano”. Se humanizar a cada minuto e momento não é uma tarefa simples. A utilização das palavras, por exemplo. Aprendemos tantas coisas na escola, mas a adequação do que dizer, ou não, ás vezes a vida ensina.

Que tal prestarmos mais atenção no momento? E tentarmos nos diferenciar dos outros? Quer dizer, ter identidade é algo positivo, né? Isso nos leva aquela característica chamada personalidade. Então, passaremos a ignorar menos, as tais verdades que nos parecem incômodas, e aquelas coisas que não damos o tratamento devido. Acho que, eu quero ser mais humano. Talvez como aquele pequeno garoto chamado Pinóquio que dizia: “Eu quero ser um menino de verdade”. Parece que no fim das contas, alguns de nós desejam ser “Humanos de Verdade”. E você, o que deseja?

Agradeço a Edcarlos Marques, pela parceria intelectual. Abraços.

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Quem foi que disse que a coragem acabou? https://minutodosaber.com/2015/06/coragem-acabou/ https://minutodosaber.com/2015/06/coragem-acabou/#respond Tue, 16 Jun 2015 09:00:45 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=12241 3 minutos Outro dia vi algumas pessoas comentando sobre como o mundo mudou. Ao ouvir tal expressão fixei minha atenção na conversa, primeiro porque queria compreender de qual mundo eles falavam, quer dizer, o mundo no sentido científico? Filosófico, psíquico. Ou o mundo deles? Queria compreender que mundo era esse que tinha mudado. Foi um momento interessante, estava saboreando uma conversa alheia, que por alguns segundos me levava a companhia da filosofia, que sempre se apresenta atraente. Depois de alguns segundos de devaneios, percebi Continue lendo

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Coragem

Outro dia vi algumas pessoas comentando sobre como o mundo mudou. Ao ouvir tal expressão fixei minha atenção na conversa, primeiro porque queria compreender de qual mundo eles falavam, quer dizer, o mundo no sentido científico? Filosófico, psíquico. Ou o mundo deles? Queria compreender que mundo era esse que tinha mudado.

Foi um momento interessante, estava saboreando uma conversa alheia, que por alguns segundos me levava a companhia da filosofia, que sempre se apresenta atraente. Depois de alguns segundos de devaneios, percebi que o mundo em que falavam, estava relacionado a cidade onde moravam, tratava-se de um mundo particular, pertencia a eles. O assunto em questão era sobre o perigo que tem aterrorizado as cidades: o medo. Que consequentemente nos faz perder a coragem. Segundo a conversa que pairava e tinha me fisgado, as pessoas, nos dias de hoje, andam com muito medo, evitam até sair de casa. A cidade se tornou extremamente perigosa.

O papo balançava minha psique, até então, parecia uma conversa tão simples e descontraída. Pra que fui prestar atenção? A conversa nem era minha. Entretanto, aquelas palavras me levaram a momentos de reflexão. Será que eu me enquadrava naquela situação? Será que, estava evitando sair de casa devido ao perigo que ronda a cidade?

Então, atravessando a nossa conversa (digo nossa porque já tinha me apropriado do assunto), saiu de uma loja de departamentos uma pessoa segurando um aparelho de som, embrulhado em uma caixa. Até aí tudo bem, trata-se de uma prática aparentemente comum nos centros urbanos. Mas, na outra mão, havia uma bengala, e cá entre nós, o tal rapaz não tinha nenhuma característica que o fizesse parecer idoso, e foi possível perceber também, que não havia nenhum tipo de incômodo ou deformidade na perna.

A cena foi chocante (a ponto de eu parar de prestar atenção na conversa que era dos outros e se tornou minha), o rapaz era um deficiente visual. Apesar de não aparentar nenhum tipo de deficiência. E qual o problema de um deficiente visual carregar uma bengala em uma mão e um aparelho de som surround na outra? Nenhum problema. Trata-se apenas de um relato de um fato que presenciei. Quer dizer, todos os dias é possível ver milhões de deficientes visuais com uma bengala na mão, e um aparelho de som novo na outra, saindo de uma loja de departamento, né?

Apesar da surpresa inicial, apareceu em meu rosto, mesmo sem eu mandar, um sorriso (digamos que de vez em quando eles aparecem), fiquei interessado na sagacidade do tal rapaz, pois, anteriormente, o papo era a periculosidade existente na cidade. E ali estava um possível herói? Aquele que desafia as regras construídas por vilões que desejam furtar todas as coisas que conquistamos com muita luta? Essa seria a tal coragem? Confesso, a cena era atípica. O rapaz aproximava-se do sinal de trânsito para atravessar, enquanto isso acontecia, várias pessoas (inclusive eu) observavam sem acreditar. Para alguns era uma audácia. Para mim, um exemplo.

Quantas vezes nos deixamos oprimir, entristecer ou até desistir por uma cegueira passageira? E para aquele rapaz? O que significava? Aparentemente algo cotidiano. Sim, a coragem está por aí. Mas e nós? Temos convicção da quantidade de coragem que existe em nosso “eu”? Sabemos manipular, adequar, e utilizar se for possível essa tal coragem? Hum… De uma maneira geral, e sendo bem realista: “Somos tomados pelo medo”, isso acontece muitas vezes.

Ás vezes ouço alguns dizerem por aí: “Temos que dominar nosso medo”. Me responda, por favor: “Como vamos dominar o medo se temos dificuldade de dominar a nós mesmos?”. Talvez a expressão deficiente combine um pouco mais conosco. Talvez o mundo esteja mesmo diferente. Até quando esperaremos para utilizar os vestígios de coragem que existem em nós? Haverá necessidade de nos tornarmos cegos primeiro? Então, se realmente o mundo estiver mudando. Se, por acaso, você já conseguiu constatar esse fato. Sinceramente, espero que isso não nos deixe menos corajosos.

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Uma página por vez https://minutodosaber.com/2015/02/uma-pagina-por-vez/ https://minutodosaber.com/2015/02/uma-pagina-por-vez/#respond Tue, 24 Feb 2015 09:00:47 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=12006 2 minutos Diga-me: por que está com pressa? Poderia sugerir algumas respostas, vejamos: O mundo é rápido, não podemos perder tempo… Será? Ou quem sabe: Todas as coisas devem ser feitas com muita rapidez para que sobre tempo. Talvez seja compreensível, construir teorias e possibilidades para que possamos alargar o tempo. Mas e se, bem, é apenas uma ideia. E se tentássemos direcionar mais os ponteiros do relógio para o momento em que estamos, ao invés de perdermos ou ganharmos, e vivermos incomodados com Continue lendo

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Virar página

Diga-me: por que está com pressa? Poderia sugerir algumas respostas, vejamos: O mundo é rápido, não podemos perder tempo… Será? Ou quem sabe: Todas as coisas devem ser feitas com muita rapidez para que sobre tempo.

Talvez seja compreensível, construir teorias e possibilidades para que possamos alargar o tempo. Mas e se, bem, é apenas uma ideia. E se tentássemos direcionar mais os ponteiros do relógio para o momento em que estamos, ao invés de perdermos ou ganharmos, e vivermos incomodados com essa “balança temporal”? Entenda, não é uma sugestão revolucionária ou tecnológica, é simples, e existe sim, uma margem de erro, mas, e se der certo?

A noção de tempo é interpretativa, entretanto, existe uma sensação que de vez em quando toma conta de alguns simples mortais que se traduz na incapacidade de tirar proveito do presente. Como em um relacionamento por exemplo, qual o objetivo? Os mais velhos talvez diriam: O importante é aguentar até o fim. Os mais novos poderiam comentar: Se rolasse na primeira noite, seria bom. Mas, e se ao invés de pensar apenas na conclusão redigíssemos nossa história como um pequeno livro, com uma boa introdução, uma atenção especial para o desenvolvimento, e depois, bem depois, tentássemos concluir, ou ao invés disso, reinventar a história, tematizar os ambientes.

Talvez, essa seja a sugestão mais coerente: Pensar a vida como se fosse um livro. Alguns preferem imaginar como um filme, acontece com trilha sonora, boas atuações, tempo para pipoca, e algumas vezes a emoção de ganhar um Óscar. Entretanto, o livro requer mais manejo, quer dizer, isso para quem compreende que a leitura pode se tornar algo extremamente prazeroso. O tocar de página com os dedos, a ideia de que assimilou o que foi escrito por alguém que talvez nunca conheça. O som de virar cada página. A apreciação do momento.

É possível perceber que não há necessidade de correr? O mundo propõe um raciocínio inverso. Um dos maiores intelectuais contemporâneos, o mestre Zygmunt Baumam, ao propor um debate sobre o tempo discute o conceito de modernidade líquida, segundo Baumam, existe a necessidade de pensar as mudanças da sociedade de maneira relativa e líquida, pois a sociedade avança de maneira muito veloz.

Mesmo compreendendo, a velocidade do mundo, sugiro que tenhamos tempo para ler, não apenas livros, mas as pessoas, a vida, e além desse exercício, que tal escrever um pouco? Como escrever sobre a vida se o mundo avança de maneira tão rápida? Tenho apenas um conselho: Que tal uma página por vez?

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