Bárbara Ribeiro | Minuto do Saber https://minutodosaber.com Aprender, pensar, saber. Thu, 09 Sep 2021 18:07:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://minutodosaber.com/wp-content/uploads/2013/04/cropped-minuto-32x32.png Bárbara Ribeiro | Minuto do Saber https://minutodosaber.com 32 32 Conheça o curta “De Repente Malu” promessa para o Festival Osga de Vídeos Universitários https://minutodosaber.com/2013/04/curta-de-repente-malu-festival-osga-videos-universitarios/ https://minutodosaber.com/2013/04/curta-de-repente-malu-festival-osga-videos-universitarios/#comments Tue, 30 Apr 2013 09:00:27 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=8248 4 minutos Cena do curta-metragem “De Repente Malu”, produzido para o Festival Osga de Vídeos Universitários Mesmo que você não seja um aspirante a diretor ou a roteirista, não faça faculdade de Cinema, ou até mesmo não se considere um grande amante da sétima arte, provavelmente um dia já sonhou em produzir um filme no qual pudesse contar uma história maravilhosa, aliada a algumas de suas mais incríveis, profundas ou divertidas experiências pessoais. Transformar o sonho cinematográfico de muitos estudantes em uma realidade ficcional Continue lendo

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De Repente Malu
Cena do curta-metragem “De Repente Malu”, produzido para o Festival Osga de Vídeos Universitários

Mesmo que você não seja um aspirante a diretor ou a roteirista, não faça faculdade de Cinema, ou até mesmo não se considere um grande amante da sétima arte, provavelmente um dia já sonhou em produzir um filme no qual pudesse contar uma história maravilhosa, aliada a algumas de suas mais incríveis, profundas ou divertidas experiências pessoais.

Transformar o sonho cinematográfico de muitos estudantes em uma realidade ficcional palpável, com direito a telão, plateia, glórias e tudo o mais, é o que vem fazendo, desde 2005, o Festival Osga de Vídeos Universitários, cujo berço se deu no curso de Publicidade e Propaganda da Universidade da Amazônia (Unama), e hoje, institucionalizado, agrega também projetos de outras habilitações e universidades.

Sobre o Festival

O nome “Osga” é um trocadilho com a famosa premiação da Academia, o Oscar, e carrega já em sua alcunha a “identidade nortista” do Festival, pois esse é o termo comumente usado na região Norte para designar os famosos “briba”, “jacarezinho de parede”, “lagartixa de parede”, ou simplesmente “lagartixa”, para os mais íntimos. O Festival, que começou em 2005 como avaliação final de Computação Gráfica, hoje envolve grande parte dos estudantes da Unama e também de outras instituições, seja na produção dos curtas, documentários e animações, ou nas torcidas organizadas.

Neste ano de 2013, comemora-se a sua 10ª edição. A mostra acontecerá no dia 1 de junho, às 19h, no Cine Olympia, em Belém. Um dos projetos exibidos então será “De Repente Malu”, curta-metragem idealizado por um grupo de seis universitárias do 3º semestre do curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda da Unama.

Curta Malu

As dúvidas da protagonista que dá nome ao filme não nos soarão estranhas. Refletem, de maneira cativante, questões que roubam com irritante frequência o sono de garotos e garotas. Como conta Bruna Marcela – uma das criadoras do curta, e quem cordialmente nos concedeu uma entrevista -, a essência de Malu tem um pouco de cada uma das seis estudantes responsáveis pelo projeto, o que o aprofunda e, de certa forma, universaliza os dilemas da personagem principal.

Bruna nos adianta a sinopse: “Desde criança, Malu (interpretada por Amanda Moraes) sempre foi uma garota indecisa. Hoje, aos 22 anos, nada mudou. Para ela, aparentemente, é muito mais fácil ser assim. No entanto, essa indecisão ainda acarretará diversos problemas em seu relacionamento com as pessoas que a cercam.
Há dois anos, Malu conheceu Edu (Cecilio Leitão) e se apaixonou. Ela não encontrou uma ‘cara-metade’, mas sim, ao contrário, considera que talvez tenha achado o oposto mais feliz de sua vida! E para Edu, dentre todas as certezas, Malu é a sua maior e melhor escolha. Porém, como não poderia deixar de ser, a moça carrega ainda uma porção de dúvidas, e não parece estar tão certa quanto Edu sobre o relacionamento deles…

Hoje, Edu é ex-namorado de Malu, que finalmente percebe e sofre as consequências de sua indecisão. Por isso, ela agora corre atrás do tempo que perdeu e tenta corrigir todos os seus erros”.

A equipe de “De Repente Malu”, além dos atores Amanda Moraes (que coescreveu o roteiro) e Cecilio Leitão, é formada por Mylena Costa e Bárbara Blanco (responsáveis por produção e figurino), Luísa Moura (roteiro), Juliana Miranda (direção), e nossa entrevistada, Bruna Marcela (responsável pela direção de arte e edição).

Ainda de acordo com Bruna, o curta e a participação no festival têm aberto muitas portas: “Estamos aprendendo na prática o que é fazer um filme, e o trabalho é bem difícil, mas também prazeroso, principalmente porque nos encontramos entre amigas e nos entendemos muito bem! A gente meio que se completa”, brinca ela.

“O Osga está trazendo amadurecimento para todas nós”, continua. “Estamos nervosas e empolgadas com a proximidade do Festival. Queremos muito ver o nosso filme na telona e aguardamos as surpresas que já ouvimos que irão acontecer! Essa é a nossa primeira vez na mostra, e a expectativa de estreantes é muito grande… Mas estamos confiantes que a ‘Malu’ vai estar pronta para conseguir seu lugar no Festival”, arremata Bruna.

Parece bem interessante, não é mesmo? Não só as meninas que conceberam Malu estão ansiosas para ver o resultado deste projeto, mas o público também aguarda com grande expectativa.

E, se você quiser também saber um pouco mais sobre a produção deste filme, já está disponível no canal um vídeo do making of e o diário de gravações: http://www.youtube.com/channel/UCvjAhD37sioyHdPCVhVy0AA

Produção De Repente Malu
Equipe que concebeu e produziu o curta: (acima, a partir da esq.) Amanda, Luisa, Juliana, (abaixo, a partir da esq.) Milena, Bárbara e Bruna.
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Curiosidades sobre o Oscar https://minutodosaber.com/2013/02/curiosidades-oscar/ https://minutodosaber.com/2013/02/curiosidades-oscar/#respond Mon, 25 Feb 2013 09:00:02 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=7664 menos de 1 minuto Neste domingo, 24, a Academia de Hollywood comerou sua 85ª edição e a premiação prometeu ser uma das mais imprevisíveis de todos os tempos. Além de não haver preferidos muito bem definidos, a variedade de filmes no páreo foi de impressionar. Apesar de muitos considerarem o julgamento da Academy Awards cada vez mais duvidoso – seja por conta da influência dos sindicatos dos diretores, atores, produtores…, seja devido a politicagem, favoritismo ou pressão ideológica -, o Oscar ainda é um Continue lendo

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Oscar 2013

Neste domingo, 24, a Academia de Hollywood comerou sua 85ª edição e a premiação prometeu ser uma das mais imprevisíveis de todos os tempos. Além de não haver preferidos muito bem definidos, a variedade de filmes no páreo foi de impressionar.

Apesar de muitos considerarem o julgamento da Academy Awards cada vez mais duvidoso – seja por conta da influência dos sindicatos dos diretores, atores, produtores…, seja devido a politicagem, favoritismo ou pressão ideológica -, o Oscar ainda é um dos mais altos cânones na medição de qualidade cinematográfica.

Além de simbolizar uma indústria mais que milionária, a premiação do Oscar povoa a imaginação de muitos aspirantes a atores e aficionados por cinema.

Mas, por outro lado, a apreciação do espetáculo não exige tanto amor assim à sétima arte. Todo ano o Oscar consegue seduzir até os mais indiferentes. Seja por conta dos trajes de gala, das gafes de palco ou outras peripécias que vez ou outra cometem os atores, a Academy Awards mexe com a cabeça de todos nós. E que tal algumas curiosidades sobre a mais alta premiação do cinema?

– A brasileira Fernanda Montenegro já concorreu ao Oscar no ano de 1999, pelo filme “Central do Brasil”, de Walter Salles. Ela disputava o prêmio contra Cate Blanchett em “Elizabeth”, Gwyneth Paltrow em “Shakespeare Apaixonado”, Emily Watson por “Hilary e Jackie”, e Meryl Streep por “Um Amor Verdadeiro”. Infelizmente, a atriz brasileira perdeu para Gwyneth Paltrow, e muitos até hoje ainda consideram uma grande injustiça. Há quem acredite na forte possibilidade de Paltrow ter levado a estatueta graças às suas várias cenas de nudez. Parece que os críticos adoram um pouco de pele à mostra.

– Anna Paquin, atriz canadense mais conhecida por seu papel como Sookie, protagonista da série True Blood, e também por interpretar Vampira na saga X-Men, foi a segunda atriz mais jovem a ganhar um Oscar. Ela recebeu sua estatueta em 1993, quando tinha apenas 11 anos, por sua interpretação como atriz coadjuvante em “O Piano”.

Recusando Oscar

– No ano de 1973, Marlon Brando recusou seu segundo Oscar de Melhor Ator pelo papel em O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola). Ele agiu assim como uma forma de protesto contra o tratamento que o governo e a indústria hollywoodiana estavam dando aos índios. Não bastasse ter desprezado a estatueta like a boss, Brando nem mesmo compareceu à cerimônia e mandou em seu lugar a atriz Sacheen Littlefeather, portando um discurso malcriado (que não foi lido por conta da falta de tempo) e vestida como uma índia americana legítima. Brando inovou a história dos protestos, porque até então todos os atores que haviam recusado suas estatuetas o fizeram por motivos ligados às causas dos profissionais do cinema e às condições de trabalho. Brando foi um grande ativista nas últimas décadas de sua vida.

Barbra Streisand com seu Oscar

– Barbra Streisand – trajando uma roupa no mínimo inusitada e com direito até a um tropeção na escada – ganhou o Oscar de Melhor Atriz no ano de 1969. O que ninguém esperava, no entanto, era que houvesse um empate. Mas foi o que aconteceu! Com o mesmo número de votos que Barbra, a veterana Katharine Hepburn também ganhou o Oscar de Melhor Atriz naquele ano, para surpresa de todos os presentes, inclusive da grande Ingrid Bergman, que abriu o envelope.

– Woody Allen já foi indicado ao Oscar mais de 20 vezes. Ganhou quatro… Mas nunca foi receber nenhum de seus prêmios! Nem no ano passado Allen quebrou a tradição, mesmo ganhando o Oscar de Melhor Roteiro Original por “Meia-Noite em Paris” após tantos anos desde a sua última vitória. A única vez que o homem pisou os pés no palco do espetáculo foi em 2002, após o atentado do dia 11 de Setembro, em honra à cidade de Nova York e às vítimas.

– Semelhante à trajetória de Brad Pitt, Leonardo DiCaprio nunca ganhou um Oscar. E só foi indicado ao prêmio de Melhor Ator/Coadjuvante três vezes, apesar de vários filmes em que atuava já terem conquistado um bom número de estátuas douradas, como é o caso de “Titanic” (James Cameron) e “A Origem” (Christopher Nolan).

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Escritores Frustrados: Quando o acolhimento pelo sistema literário não vem https://minutodosaber.com/2012/05/escritores-frustrados-quando-o-acolhimento-pelo-sistema-literario-nao-vem/ https://minutodosaber.com/2012/05/escritores-frustrados-quando-o-acolhimento-pelo-sistema-literario-nao-vem/#comments Fri, 04 May 2012 22:05:27 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=4776 menos de 1 minuto Autores fracassados, uni-vos! Ser acolhido pelo sistema literário é o ponto primordial da aceitação e consagração de um escritor como tal. Está entranhada nos paradigmas da literatura, sabe-se lá desde quando, a premissa de que um escritor só existe se for publicado, lido, e conhecido, nem que seja por subgrupos ou segmentos menos influentes da sociedade. Assim, é necessário saber como se esquematiza o tal “sistema literário”, está entidade muitas vezes tão cruel. A relação se expressa da seguinte forma: Continue lendo

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Pequeno escritor sonhador
Autores fracassados, uni-vos!

Ser acolhido pelo sistema literário é o ponto primordial da aceitação e consagração de um escritor como tal. Está entranhada nos paradigmas da literatura, sabe-se lá desde quando, a premissa de que um escritor só existe se for publicado, lido, e conhecido, nem que seja por subgrupos ou segmentos menos influentes da sociedade.

Assim, é necessário saber como se esquematiza o tal “sistema literário”, está entidade muitas vezes tão cruel. A relação se expressa da seguinte forma:
autor -> mercado editorial -> leitor.

A partir disso, é possível concluir que um escritor não é um escritor sem uma publicação, sem a estruturação formal e táctil de sua obra, com capa, miolo, e valor monetário agregado (vale frisar que, mesmo hoje, na era das mídias digitais, o livro continua a ser um produto, então a estruturação permanece). Portanto, o sistema nos leva a crer que, sem um “mecenas”, não há público, e, consequentemente, no anonimato, toda a produção do escritor também é ilusória, vazia, à medida que, apesar de ter seu próprio rol de influências, não influencia nada, é de alcance limitadíssimo ou inexistente.

Então o romance e demais gêneros – desmistificando utopias albergadas no peito dos que amam o ofício da escrita -, são, antes de tudo, uma institucionalização, já que precisam de audiência e amparo editorial. O sistema é duro ao dizer: “Todo mundo se acha escritor, mas só o é quem me conquista”.

Duramente, hoje, o Brasil anuncia um dos palcos menos propícios à ascensão de aspirantes literatos. Até mesmo os talentosos estão fadados a um embargo bruto por parte das convenções, porque, para as estruturas acirradas, não basta “escrever bem”, é fundamental, além de conquistar seu lugar ao sol do mercado, também redigir com profunda maestria, com método, saber burilar o texto e trabalhá-lo tecnicamente, dominando todos os aspectos da narrativa. Só aí, vencido este estágio, conjuntamente aos anteriores, o autor é assimilado e respaldado pelo academicismo e pela classe intelectual autoritária.

Todavia, apesar de tristonhos os horizontes pintados para os que cultivam o sonho literário, não se pode esquecer que o público, aquele elemento que ocupa a parte final, mas fundamental na corrente sistemática das vendas e da aceitação, não é simplesmente uma categoria amórfica, só mais um elemento da equação. O público é vivo, é humano, tem sede.

As pessoas trazem em si a necessidade de ficção, de fantasia, de se perder dentro da irrealidade e suas gradações de verossimilhança. O público clama, anseia. E não se prende aos brutos fatos, tais quais: No Brasil, dificilmente um autor independente consegue concretizar sua obra com menos de alguns milhares de reais. No Brasil, dificilmente os autores chegam às livrarias, e aqueles que o fazem mal conseguem suplantar o caos da concorrência, permanecendo amontoados por lá em pilhas e pilhas sem demanda. No Brasil, dificilmente a primeira edição de um livro sai com impressiva quantidade de cópias, limitando ainda mais sua disseminação.

Os leitores não estão interessados nisso. Os leitores querem, simplesmente, ler e conhecer. Estão dispostos a arriscar a imperturbabilidade de suas vidas, aceitando a próxima viagem proposta por qualquer sugestão literária que lhes arrebate os sentidos de primeira, ou até de segunda. Só o que o leitor quer mesmo é se entregar…

Escritor

Assim, agora, é possível discernir com razoável clareza: As arduidades do universo das letras não estão concentradas nas pontas do cordão anteriormente ilustrado (ou seja, a problemática não é nem o autor, nem o leitor), mas os entraves estão no próprio funil editorial, naquilo que atua como intermediador entre a produção e o acesso… E tal mediação, tristemente, é segregativa, implacável, falsamente “promotora de cultura”.

Vejamos: Empresas que lidam com livros hoje, no Brasil, arrecadam muito mais com as traduções dos best-sellers do que com autores nacionais. De tal maneira, alimentam o ciclo da falta de oportunidade, e permanecem sem distribuir votos de confiança, estímulo e patrocínio a novos autores brasileiros, os quais anseiam pela chance de ser, quem sabe, lidos um dia.

Agora, não devemos deixar que essa visão mundana esgane todas as aspirações mais profundas e fortes que das quais se alimenta toda uma classe valente, que não se rende nem cede com facilidade, e, de fato, não deve jamais fazê-lo. Afinal, um escritor, para merecer o título, ama ardorosamente o que faz. E basta amar para ser. Não escreve porque o obrigam, escreve porque tem um chamado íntimo, ao qual aceitou e quis responder. E não desiste, mesmo quando o sistema o repele, pisoteia ou o ignora.

Dessa forma, é cabível dizer com convicção que o sistema está quadradamente errado: Um escritor não precisa de diagramação e papel offset para ser visto (principalmente por si mesmo) como tal, porque os verdadeiros escritores escrevem, e escrevem, e permanecem escrevendo ainda que o reconhecimento não chegue da maneira como foi desejado, e permanece mesmo sem nenhuma obra publicada, e permanece mesmo que o anonimato seja seu maior público interessado.

Ninguém precisa desistir desses sonhos, nem mesmo por entender que as chances são escassas: Existem outras formas de se concretizar a chama, outros modos de se chegar à ascensão, à eminência, à aclamação… É certo que mecanismos secundário não são os mais potentes ou rentáveis exatamente por não fazerem parte do tradicionalismo da imprensa, mas, se o caso é ser lido, então tudo é válido.

Já que, enfim, o que um escritor quer é isto mesmo: Ser lido. Este é o seu Nobel pessoal. Ser devorado, chorado. E não estritamente comprado. Que se danem as estruturas, pois bem. E que os autores frustrados não se acanhem de atuarem como os “Van Goghs” da literatura: Em vida, nenhum reconhecimento “válido”. Mas, depois disso, quem sabe?… A magnitude da arte é grande, e perdura. O importante é nunca deixar de escrever.

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Quem disse que brasileiro não lê? https://minutodosaber.com/2012/03/quem-disse-que-brasileiro-nao-le/ https://minutodosaber.com/2012/03/quem-disse-que-brasileiro-nao-le/#comments Sun, 11 Mar 2012 01:13:36 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=4327 menos de 1 minuto Já virou lugar-comum dizer ou ouvir alguém dizendo que nós não lemos. Que o Brasil está do jeito que está porque não se lê. Que os jovens tupiniquins são alienados porque não cultivam o hábito. Existem até bastantes estudos estatísticos que comprovam quão poucos livros são comprados no Brasil, em comparação com o índice de outros países. Esses mesmos dados apontam que o brasileiro lê, em média, 2 livros por ano, excluindo-se os pedagógicos e didáticos. Prosseguindo em comparações, na Continue lendo

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Leitura

Já virou lugar-comum dizer ou ouvir alguém dizendo que nós não lemos. Que o Brasil está do jeito que está porque não se lê. Que os jovens tupiniquins são alienados porque não cultivam o hábito.

Existem até bastantes estudos estatísticos que comprovam quão poucos livros são comprados no Brasil, em comparação com o índice de outros países. Esses mesmos dados apontam que o brasileiro lê, em média, 2 livros por ano, excluindo-se os pedagógicos e didáticos. Prosseguindo em comparações, na hermana Argentina cada habitante lê, em média, 6 livros por ano. Estima-se ainda que lá existam 3.200 livrarias. No Brasil, 2.980.

Contudo, há muitos outros fatores, que não a ignorância, a serem levados em conta na hora de “justificar” as estatísticas: De fato, na maioria dos lares brasileiros, o gasto com livros não é uma prioridade. Bem sabemos como pode ser caro este capricho. O livro em si é um instrumento cativante, poderoso, mas ainda inacessível de muitas maneiras. Não podemos esperar de um país que ainda rasteja na borda do “submundo”, tendo de conciliar milhares de fatores econômicos, sociais e geográficos, que apresente dados estatísticos dignos de uma Suíça.

Igualmente, não se deve ignorar que, embora a compra de livros, e outras cifras ligadas à educação brasileira, ainda sejam desapontadores, o brasileiro lê sim. Ao empregar-se aqui o verbo “ler”, a referência abrange todo mecanismo de apreensão de conhecimento, não só o viés cult da literatura, ao qual a camada intelectual insiste em sacralizar, inflexível.

É necessário desmistificar também a ideia de que o jovem é o grande responsável pela imagem “emburrecida” do país. Na realidade, a maior parcela de não leitores é composta de adultos entre 30 e 69 anos. Apontamentos de pesquisa do próprio Instituto Pró-Livro. Resumindo, os jovens é que ainda leem expressivamente.

Ademais, se você parte do pressuposto de que ler muito é sinônimo de ser inteligente, está potencialmente enganado. Entretanto, se é para seguir esse sofisma, vamos lá:

Se considerarmos que a massa do país dedica grande parte de suas vidas estudando para concursos e vestibulares; lendo sobre jogos de vídeo game; lendo gibis, periódicos, revistas no dentista e no cabeleireiro, Playboy no banheiro e romances de banca de revista (como “Sabrina”, “Julia” e afins…), já temos uma boa dose de “intelectualidade” para a nossa população, não?

Consideremos ainda as toneladas de humoristas e outras pessoas brilhantemente inteligentes que se dedicam ao stand-up, aos programas de televisão – mesmo os poucos refinados –,  e todos os outros indivíduos que fazem sucesso na internet com perspicácia, bom humor e descontração.

Inteligência, intelectualidade, sabedoria… Todos esses conceitos, aparentemente tão pretensiosos, estão espalhados e arraigados pelos estratos da nossa sociedade. Existem pessoas muito sagazes varrendo ruas, vendendo bombom na porta das escolas, cantando à noite em bares, morrendo de tédio numa aula de Artes ou ignorando totalmente sentenças físicas, biológicas, matemáticas, gramaticais…

Existem pessoas deliciosamente inteligentes, que nunca leram Platão, Aristóteles, Nietzsche, Hegel, Marx, Engels, Descartes, Foucault, Freud, Zola, Proust, Kafka, Flaubert, Balzac… Enfim! Existe vida, vida pensante, fora das livrarias. E, além disso, a leitura não está aprisionada a uma obra física, volume corpóreo. Quem é leitor, antes de qualquer coisa, sabe ler a vida. Troçar dela, deleitar-se nela, reinventar seu registro, para ser lida ainda de outras mil maneiras novas… E o brasileiro, ainda que diga bobagens, lê. Mas esse tipo de conhecimento não é quantificado em pesquisas.

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Como conquistar a garota dos seus sonhos https://minutodosaber.com/2012/02/como-conquistar-a-garota-dos-seus-sonhos/ https://minutodosaber.com/2012/02/como-conquistar-a-garota-dos-seus-sonhos/#comments Tue, 14 Feb 2012 01:27:38 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=4004 menos de 1 minuto Opa! Se você parou para ler esta postagem, por mais que não queira admitir, deve estar enfrentando alguns problemas ao lidar com o dito “sexo frágil”. E se este é mesmo o caso, você há de convir que, na maioria das vezes, a “fragilidade” feminina está muito bem camuflada sob uma camada de maldade. Não, não estou brincando. De fato, as garotas podem ser muito malvadas e insensíveis quando querem. Até mesmo as que por ventura enfrentem alguns problemas de Continue lendo

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Garota do sonhos

Opa! Se você parou para ler esta postagem, por mais que não queira admitir, deve estar enfrentando alguns problemas ao lidar com o dito “sexo frágil”. E se este é mesmo o caso, você há de convir que, na maioria das vezes, a “fragilidade” feminina está muito bem camuflada sob uma camada de maldade.

Não, não estou brincando. De fato, as garotas podem ser muito malvadas e insensíveis quando querem. Até mesmo as que por ventura enfrentem alguns problemas de insegurança e baixa autoestima, podem se mostrar confiantes, inclusive mordazes, na hora de lidar com determinado camarada.

Então, se você tem passado maus bocados em relação às mulheres, e se seu maior desejo, neste momento, é descobrir como conquistar a garota dos seus sonhos, saiba que você está fazendo isto do modo errado.

Você não vai encontrar nesta postagem – ou em qualquer outra – uma fórmula mágica para ganhar o grande amor da sua vida, ou até mesmo “catar as mina”, se for do tipo menos romântico.

Não existe nenhum “vodu” para lidar com as mulheres. Algumas dicas podem ajudar, mas não serão totalmente eficazes, quando, na realidade, nem mesmo as “ladies” sabem o que de fato querem.

Este é o segredo: Não são postagens num blog, edições da Men’s Health, ou livros de autoajuda que te guiarão rumo ao coração de uma mulher. Pelo contrário – as coisas podem ficar ainda piores se você tentar seguir uma receita pré-fabricada e acabar perdendo sua essência.

Garota do sonhos

Tenha em mente que uma mulher nunca sabe realmente o que quer. Seus desejos são uma mistura dos sonhos que ela carrega desde a infância, da obrigação de ser moderna e descolada, do que a sociedade e a família ainda impõem a ela, e também do que suas amigas demandam. Tudo embaralhado. Portanto, na hora de dedicar-se à árdua tarefa de conquistá-la, você não deve ser nada além do que realmente é; acrescentando algum verniz, é claro, porque toda mulher aprecia – e muito – umas boas doses de cavalheirismo.

O segredo para conquistar uma garota é se assumir do jeito que você é, e, acima de tudo, gostar de quem você é, porque isso transmite segurança. Mulheres gostam de caras seguros, que não perdem tempo com papo-furado, ladainha, frescura e falsas gentilezas.

Frequentemente, as garotas podem até perder um bom tempo atuando como massa de modelar na mão de caras sacanas. Mas, em algum momento, elas cansam, aprendem, e estarão muito mais suscetíveis a afeiçoar-se a um homem sem prepotência, sincero, tranquilo.

Garota dos sonhos

Os tempos estão mudados. Nenhuma mulher tem vergonha de se apaixonar por um nerd, por um gordinho, por um magricela, por um vesgo, por um míope, o que for. Se ela estiver realmente apaixonada, encara. Somos diferentes dos homens: normalmente o sexo masculino impõe uma série de categorias e moldes às quais as mulheres devem se adequar para poder ingressar no rol de prováveis pretendentes (ou seja, tem que ser “gostosa”). Já as garotas não: elas até têm uma lista de prioridades, mas, se um cara totalmente alheio a esses critérios conquistar-lhe o coração, com bom humor, inteligência e segurança, ela certamente rasgará sua lista boba e cairá de cabeça nesse novo paradigma de romance.

Meus amigos, não vale a pena ir atrás de fórmulas e poções secretas. O afinco de um homem só precisa estar em ser ele mesmo. Depois dessa primeira fase de auto aceitação terapêutica, só o que resta são alguns ajustes e polimentos aqui e ali: ter bom humor, não ser fofoqueiro, julgador ou reprovador, lembrar-se de abrir a porta do carro, puxar a cadeira para que ela se sente e, de vez em quando, elogiar o cabelo da moça, o sorriso, as mãos, ou qualquer coisa assim.

E, bem, o supracitado até chega a ser secundário. Em primeiro lugar, entenda: não são as mulheres que vão dizer a você o que querem. Elas também não o sabem. É você quem vai dar a elas o que nem mesmo elas sabiam que queriam.

E, assim, esclarecidos todos os termos, só desejo que a sua garota realmente valha à pena! Boa sorte.

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