Ana Luisa Almeida | Minuto do Saber https://minutodosaber.com Aprender, pensar, saber. Thu, 22 Dec 2016 11:56:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://minutodosaber.com/wp-content/uploads/2013/04/cropped-minuto-32x32.png Ana Luisa Almeida | Minuto do Saber https://minutodosaber.com 32 32 Desamparo aprendido: como sair do papel de vítima e melhorar naquilo que você quer https://minutodosaber.com/2016/01/como-sair-do-papel-de-vitima/ https://minutodosaber.com/2016/01/como-sair-do-papel-de-vitima/#respond Tue, 12 Jan 2016 09:00:15 +0000 http://www.minutodosaber.com/?p=15344 6 minutos Eu já passei por isso. Se você também acredita que “Não adianta fazer, já que vou perder mesmo”, então saiba que nós vivenciamos o Desamparo Aprendido. Nos últimos dias, comecei a leitura do livro Desperte seu Gigante Interior do inspirador Tony Robbins. Encantada por uma avalanche de informações preciosas, eis que me deparo com o seguinte parágrafo: De forma magnífica, Tony Robbins descreveu um dos padrões mentais que mais me acompanhou durante os 3 primeiros anos da minha graduação em Engenharia: o Continue lendo

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Eu já passei por isso. Se você também acredita que “Não adianta fazer, já que vou perder mesmo”, então saiba que nós vivenciamos o Desamparo Aprendido.

Nos últimos dias, comecei a leitura do livro Desperte seu Gigante Interior do inspirador Tony Robbins. Encantada por uma avalanche de informações preciosas, eis que me deparo com o seguinte parágrafo:

De forma magnífica, Tony Robbins descreveu um dos padrões mentais que mais me acompanhou durante os 3 primeiros anos da minha graduação em Engenharia: o Desamparo Adquirido, também conhecido como Desamparo Aprendido.

E posso te confessar algo?

Não me sinto totalmente curada dessa mentalidade destruidora. Ainda existem resquícios em meu cérebro, o que me exige — ainda mais — consciência e muita determinação em superá-la.

E sei que não estou só. Muito provavelmente, você também já sofreu com o Desamparo Aprendido ou ainda sofre com isso.

E como tudo isso começa?

Assim como eu, provavelmente, você era uma daquelas pessoas que adorava alguma matéria no colégio. Tirava excelentes notas nestas disciplinas. Eu, por exemplo, amava física, química e matemática, então, decidi cursar a graduação em Engenharia. Um sonho.

Ai você passa no tão concorrido vestibular, vai estudar na Universidade que sempre quis e… Pá Pum! Notas como 2.8, em provas que valem 10, passam a ser uma constante.

Que a dificuldade aumentaria do Ensino Médio para a Universidade, você estava ciente, mas como assim, “eu tirei 2,8 nesta prova”?? — Essa pergunta passa a te acompanhar.

Você sempre tirou notas excelentes, o que estaria acontecendo?

Seu subconsciente começa a sussurrar: Será que sou burro(a)?

Você estuda, presta atenção na aula, faz todas as anotações, mas ainda assim tira 2.8. Como pode??

Na entrega das provas, quando não há uma risada humilhante do professor ao ver sua nota, você precisa ouvir discursos do tipo:

“Essa prova estava ridiculamente fácil e ainda assim muitos de vocês tiraram notas abaixo da média. Vocês precisam estudar mais…”

E assim você começa a pensar:

“Poxa, eu estudei tanto para essa prova e tirei 2.8. O professor — que te levam a crer que está sempre certo — disse que esta prova estava ridiculamente fácil e, mesmo diante dos meus esforços, eu tirei essa nota…”

Você começa a sentir que tudo que você faz é em vão.

Você começa a crer que não adianta estudar, afinal, mesmo estudando o que você estuda, mesmo a prova sendo “ridiculamente fácil”, ainda assim, você tira 2.8.

Você começa a se sentir impotente, sem valor.

Você começa a achar que sempre vai perder.

Você começa a viver o Desamparo Aprendido.

Em pesquisa no Google, encontrei um experimento realizado em 1965 pelo psicólogo Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, no qual ele consegue expor muito bem o que é o Desamparo Aprendido.

Neste experimento, ele colocou dois grupos de cachorros em jaulas diferentes.

O primeiro grupo foi para uma jaula onde o chão estava conectado a uma corrente elétrica, que disparava pequenos choques incômodos e de baixa intensidade, em intervalos regulares de tempo.

O segundo grupo foi para uma jaula semelhante a primeira, mas que continha um sistema onde os cães podiam desmontar o sistema que provocava os choques.

Após se adaptarem às circunstâncias das jaulas — o primeiro grupo precisou se acostumar com os incômodos enquanto o segundo grupo conseguia desligar os choques — os cachorros foram transferidos para jaulas com o mesmo sistema de choques, mas com barreiras baixas, onde qualquer cachorro poderia pular e ficar livre.

O primeiro grupo — que precisou se acostumar aos choques — simplesmente não saiu da jaula, enquanto o segundo grupo — que conseguia desligar os choques — pulou a barreira facilmente para se livrar do incômodo.

Os resultados deste experimento nos mostram que, como o primeiro grupo já havia se acostumado com o fato de que não tinham como se livrar dos choques, eles criaram a convicção de que já não havia mais solução para o problema que enfrentavam, mesmo quando eles estavam em um ambiente totalmente favorável a ficarem livres dos choques.

Ao vivenciar o Desamparo Aprendido, você começa a alimentar convicções de que “Não há nada a fazer”, de que “Nada do que eu faço dá certo” ou que “Não adianta tentar”.

E ao alimentar esses pensamentos tóxicos, você começa a entrar em um estado depressivo, onde você se vê de mãos atadas.

O que então precisa ser feito?

Você precisa entender que as circunstâncias não definem quem você é.

Elas não determinam o potencial imenso que temos.

Eu costumo brincar — falando sério — que “minhas notas não definem o que sei e o que sou”.

Foi alimentando essa convicção que, hoje, mesmo vindo o 2.8, eu já consigo ter mais tranquilidade para recuperar na prova seguinte.

No momento que vivi o ápice do Desamparo Aprendido, eu cheguei a desistir de algumas disciplinas na minha faculdade. O que por muitos foi tratado como “vagabundagem” ou preguiça por minha parte, hoje eu vejo que foi um estado de vítima que eu me encontrava e que, não encontrei em lugar nenhum na minha faculdade, alguém que pudesse me ouvir — E é por isso que eu estou escrevendo aqui.

Eu quero ser para os estudantes de Engenharia do Brasil a pessoa que eu procurei em 2013 e não achei em nenhum lugar, nem mesmo pela internet.

Pelo que vivo, seria hipocrisia da minha parte te dizer que é fácil mudar esse padrão mental. Mas te afirmo que é possível e necessário.

Eu sinto que minha autoestima atualmente passa por um processo de reestruturação, já que ela já se machucou muito por todo esse processo que passei dentro da minha graduação, mas o segredo está em ressignificar.

Recebeu uma nota ruim?

Primeiro, cante uma música que você ame. Nessas horas, eu ouço rock. Extravase todo tipo de energia negativa que possa vir até você.

Em seguida, faça as seguintes perguntas a você mesmo:

– “O que posso modificar a partir de agora para ter uma melhor nota da próxima vez?” Identifique feedbacks que possam te dar insumos sobre algumas melhorias que você pode implantar em seus estudos.

– “O que meu colega que tirou uma boa nota fez e que eu também posso fazer?” Modele as estratégias de estudos das pessoas que obtiveram o resultado que você desejava.

– “Qual foi o momento em que tirei uma nota boa?” Lembre-se dele . Deixe esse momento vivo em sua mente, intensifique as cores, sons e sensações dessa boa recordação. Sempre que vier um pensamento negativo sobre sua capacidade em tirar notas boas, recorra à essa recordação, que prova o quanto você é capaz. Reviva esse momento.

Eu fecho esse texto dizendo a única convicção que quero que a gente alimente a partir de agora:

Eu e você somos capazes!

E lembre-se sempre:

“Nossas notas não definem o que sabemos e o que somos”

Gratidão!

Obs.: Aos estudantes, amantes e profissionais da Psicologia que leem ao meu texto, peço, por gentileza, que me corrijam caso haja algum ruído na informação transmitida por mim. Gratidão!

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Ao estudar Engenharia, eu deixei de sonhar https://minutodosaber.com/2015/08/ao-estudar-engenharia-eu-deixei-de-sonhar/ https://minutodosaber.com/2015/08/ao-estudar-engenharia-eu-deixei-de-sonhar/#respond Tue, 25 Aug 2015 09:00:20 +0000 http://www.minutodosaber.com/?p=13940 4 minutos Era algum dia do final do ano de 2010. Infelizmente, não lembro a data correta. Se soubesse o quanto esse dia ecoaria no meu presente, o teria registrado com o máximo de detalhes. Era um dia muito especial, único e decisivo. Aquele era o dia da segunda fase do vestibular da Universidade Federal da Bahia. O momento era incerto, o meu maior sonho estava em jogo: Estudar Engenharia Química na Universidade que sempre quis estudar, a UFBA. Naquele dia, uma das minhas Continue lendo

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Era algum dia do final do ano de 2010. Infelizmente, não lembro a data correta. Se soubesse o quanto esse dia ecoaria no meu presente, o teria registrado com o máximo de detalhes.

Era um dia muito especial, único e decisivo.

Aquele era o dia da segunda fase do vestibular da Universidade Federal da Bahia. O momento era incerto, o meu maior sonho estava em jogo: Estudar Engenharia Química na Universidade que sempre quis estudar, a UFBA.

Naquele dia, uma das minhas missões seria redigir uma redação.

Quando abri minha prova, vários textos me levaram ao seguinte tema:

A partir da leitura dos textos apresentados, das ideias neles contidas e da sua forma de enxergar o mundo, produza um texto dissertativo/argumentativo sobre o tema: A importância dos sonhos na vida do ser humano.

Eu vibrei muito ao ler esse tema! Sério, foi um presente.

Eu estava ali prestes a realizar um sonho, inspiração maior não havia. E não era qualquer sonho.

Das poucas convicções que eu tinha naquela época, uma das mais certeiras era que eu queria estudar Engenharia Química e só podia ser na UFBA. Não dava para ser em nenhum outro lugar.

E eu passei. Graças a Deus, fui aprovada a cursar Engenharia Química no primeiro semestre de 2011. Na UFBA.

Com 16 anos, fiz esta prova. Com 17, já estava na Universidade.

A minha redação teve como título: “Não deixe de sonhar”, em referência a uma música que muito me inspirou enquanto eu estudava para os vestibulares.

E, hoje, olhando para trás, toda essa redação, acho que veio como um lembrete para mim no futuro.

Lá em 2010, eu fiz um texto estimulando os sonhos. Não deixe de sonhar.

Em 2013, estudando engenharia química, na Universidade que eu sempre quis, realizando o que supostamente era o meu maior sonho, eu deixei de sonhar.

Ao estudar engenharia, eu deixei de sonhar.

Hoje, eu brinco de que eu criei tantas expectativas com a UFBA que não tinha como não me decepcionar.

Expectativas demais, decepções na mesma proporção.

Estudar engenharia química na UFBA me decepcionou pelos professores que me deparei, pela estrutura que encontrei, pela desorganização e burocracia, pelo sistema que determina que se eu faço engenharia, não existem razões para eu gostar de design, marketing, escrita ou liderança.

Me decepcionei com o excesso de teoria, com a escassez de práticas e com a Educação sem propósito que é majoritária na Escola Politécnica.

Mas, de todas as decepções, a maior foi perceber que eu deixei que tudo isso fosse mais forte do que meus sonhos.

Eu deixei que tudo isso me fizesse adotar o papel de vítima, anulando meu papel de ser líder da minha própria vida.

Enquanto eu deixei de sonhar, a UFBA continuava a mesma. Quiçá, até anulando mais sonhos de outros jovens.

Enquanto eu fui vítima, a minha Universidade continuou a mesma, porque, óbvio, se eu quero mudança, eu preciso sê-la.

Eu não tenho o poder de mudar os meus professores, a grade do meu curso, exterminar a burocracia, fornecer uma melhor estrutura, infelizmente, não dá.

Mas eu posso promover uma mudança mais profunda e duradoura: a forma como encaro tudo isso.

Se, hoje, nós sentarmos para conversar, eu consigo lhe apontar várias falhas dentro da Universidade e da graduação que estudo.

Mas, atrelado a todos esses problemas, eu sempre vou me perguntar: como posso fazer pra mudar isso?

Assumi a liderança, ressignifiquei aquele ambiente.

Se a Educação é sem propósito, vamos ajudar os alunos a terem isso. Nesse aspecto, estar atuando na Alavanca Universitária entra em concordância com esse meu objetivo.

Amo design, marketing digital e escrever.

Ótimo, estudo engenharia química, mas também sou Blogger, faço peças gráficas para fanpages, gerencio redes sociais.

Diferentemente do que eu acreditei no passado, um não anula o outro. Pelo contrário, se complementa, conforme você pode ver até pela materialização deste texto.

Em fevereiro deste ano, eu tinha escrito que meu propósito de vida era “ajudar pessoas a realizarem sonhos, espalhando sorrisos e gratidão”.

Com os meses que se passaram, entendendo as atividades que venho desenvolvendo aqui na Terra, acabei sendo mais específica. Minha missão pessoal é “ajudar estudantes de engenharia a realizarem sonhos, espalhando sorrisos, gratidão e beleza na engenharia”.

A UFBA vai continuar sendo a mesma. Eu vou tirar nota ruim, boa, mediana. Eu vou ter desafios. Alguns bem difíceis, outros mais fáceis. Mas eu não vou deixar de sonhar.

Eu não vou deixar de sonhar por uma engenharia que respeita e cuida. Uma engenharia criativa e humanizada.

Ao estudar engenharia, eu deixei de sonhar.

Mas, foi lá dentro também, que eu reavivei e conquistei os maiores e melhores sonhos.

E, por tudo isso, sou grata.

“Preste atenção, não abra mão dos próprios sonhos. Não tem perdão, não deixe de sonhar. Não deixe de sorrir, pois não vai encontrar quem vá sorrir por ti” (Não deixe de Sonhar – Chimarruts).

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Por que "O Lado Bom da Vida" é o melhor livro que já li? https://minutodosaber.com/2015/04/por-que-o-lado-bom-da-vida-melhor-livro/ https://minutodosaber.com/2015/04/por-que-o-lado-bom-da-vida-melhor-livro/#comments Tue, 28 Apr 2015 09:00:42 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=12067 8 minutos Quando eu leio um livro, sempre é momento de muitas reflexões. Mas, se eu gosto mesmo da história desse livro, as reflexões não duram só aquele período de duas semanas pós-leitura, ficam pra vida toda. Eu vou reler o livro, no mínimo, umas duas vezes, vou procurar vários reviews na internet, a fim de conhecer várias interpretações da história. Eu vou curtir FanPages, vou decorar as frases do livro e, a depender da minha inspiração, até música vou escrever. rs (Vide a Continue lendo

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Quando eu leio um livro, sempre é momento de muitas reflexões. Mas, se eu gosto mesmo da história desse livro, as reflexões não duram só aquele período de duas semanas pós-leitura, ficam pra vida toda. Eu vou reler o livro, no mínimo, umas duas vezes, vou procurar vários reviews na internet, a fim de conhecer várias interpretações da história. Eu vou curtir FanPages, vou decorar as frases do livro e, a depender da minha inspiração, até música vou escrever. rs (Vide a música que escrevi sobre o livro “A culpa é das Estrelas”).

Pois bem, “O Lado Bom da Vida“, escrito pelo Matthew Quick entra como um desses livros que já fiz isso tudo (com exceção da música, -em breve-). Quer dizer, na verdade, esse é o melhor livro que já li na minha vida! Neste artigo, eu conto por quê.

Não me recordo muito bem como foi todo o processo de indicação, mas me lembro da minha irmã chegando em casa, encantada com o filme baseado nesta história e, pelo título, eu resolvi por lê-lo. O Lado Bom da Vida. Nome sugestivo… ainda mais pra mim, que adoro ver e viver o lado bom da vida. Queria saber o que seria o lado bom da vida para o Matthew Quick. E, poxa, me encantei com a abordagem dele, me encantei com a memorável personagem principal, o Pat Peoples. Para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de ler o livro e não gostam de spoilers, talvez, esse texto seja indicado depois da leitura desta narrativa, que, com certeza, merece ser lida (e relida).

“Estou praticando ser gentil ao invés de ter razão!”

E, assim, o Pat Peoples me conquistou.
Você já experimentou ser gentil ao invés de ter razão? Eu queria te trazer esta reflexão que o Pat me trouxe. Alguém publicou uma inutilidade no Facebook? Talvez, expressar sua opinião e ai começar uma discussão para fazer a pessoa se conscientizar que ela publicou uma besteira pode ser tentador, mas eu queria que você tentasse o contrário, que tal dizer sua opinião – se realmente você quiser -, mas não entrar em uma discussão só porque você tem razão?

Exercite ser gentil ao invés de ter razão. Difícil? Até pode ser, mas a partir do momento que você se compromete com este mantra, você passa a ter uma revolução na sua forma de viver e enxergar o mundo e as pessoas. Revolução de impacto positivo total a você e a quem te rodeia.

“Se as nuvens estão bloqueando o sol, sempre tento ver aquela luz por trás delas, o lado bom das coisas, e lembro de continuar tentando.”

Mais uma lição do Pat.
O céu da sua vida ficou cinza, parecendo que vai cair uma tempestade? Desesperador, hein? Mas, é isso, jamais se esqueça de que, independente da cor do céu, existe um sol que não para de brilhar. Sempre vão existir raios solares que vão fazer com que a noite vire dia. Então, não desanime, persista. Continue tentando.

Sou diferente, você pode ver que eu sou diferente.”

De fato, o Pat é um ser humano diferente, raro.
Em uma das minhas releituras me peguei pensando em algo: a história começa com o Pat saindo de um hospital psiquiátrico, o que faz as pessoas admitirem que ele tem problemas psíquicos. Mas eu comecei a refletir: uma pessoa que leva a vida assim: vendo raios de luz solar atravessando as nuvens cinzas, que prefere ser gentil ao invés de ter razão… até que ponto ele é o doente em nossa sociedade? Fiquei refletindo que, talvez, o Pat é o são de toda essa história, muito mais do que nós, os ditos “normais”.

“Cliff não diz que devo encarar o que ele acha que é minha realidade”

Se você pesquisa frases do livro na internet, acredito que essa frase nem receba destaque, mas ela me chamou muita atenção. Pat diz isso após a primeira sessão que ele tem com seu novo psiquiatra, o Cliff, e eu acho fantástico isso porque, diferente de todas as pessoas que o Pat se deparava, o Cliff não julgou a falsa visão que ele tinha de que voltaria para a ex-mulher, a Nikki. Não, ele simplesmente o ouviu, entendeu as crenças dele e não fez o Pat ter que aceitar e viver crenças de outrem. Isso pra mim é empatia, algo que anda tão em falta. Se o outro não acredita nas suas convicções, respeite. Não trate suas certezas como verdades universais.

“Você precisa saber que suas ações que fazem de você uma boa pessoa, não sua vontade.”

Essa reflexão veio através do Cliff e ficou marcada em mim. Querer ser bom, querer fazer o bem, querer ser gentil ao invés de ter razão, tudo isso é lindo. Mas, mais lindo e mais efetivo que isso é ser bom, fazer o bem e ser gentil ao invés de ter razão. Tirar o “querer” e pôr em prática, é isso que faz total diferença no mundo.

“Deus, eu não pedi um milhão de dólares. Não pedi para ser famoso e poderoso. Nem mesmo pedi que Nikki me aceitasse de volta. Só pedi um encontro. Uma única conversa cara a cara. Tudo que fiz desde que saí do lugar ruim foi tentar melhorar — para me tornar exatamente o que Você quer que todos sejam: uma pessoa boa.”

Todo o ápice da história pra mim acontece no fim. Pat passa o livro todo querendo ser melhor, se transformando em alguém que a Nikki vai querer e não que, necessariamente, ele quer ser. Uma Nikki que em nada errou, só ele foi o culpado por eles estarem vivendo o “tempo ruim”, o tempo separados, até que, quando ele finalmente se encontra com a Nikki, encontro este que não é olho no olho, mas sim, vendo-a a distância, ele se lembra de ter pegado ela o traindo com um professor da mesma escola que ele trabalhava. Então, pera, ele passou esse tempo todo sofrendo, se culpando, se martirizando por um alguém sem dignidade, que foi capaz de traí-lo? Sim, foi exatamente isso que aconteceu. Que a dor moldou o Pat para ser uma pessoa melhor, isso é fato, mas essa dor acabou sendo aumentada por uma culpa que ele não tinha. Então, aqui, pra mim, fica um ponto chave: muitas vezes, vão nos machucar e vão nos fazer acreditar que nós somos os doentes da situação, os causadores de problemas, reflita e se for mesmo, peça perdão, dialogue, mas se não for, tente o diálogo, esclareça as coisas, mas se não rolar a oportunidade, siga sua vida de cabeça erguida. Porque, enquanto o Pat sofria por uma Nikki, que foi desleal, ela vivia a vida dela. Cuidado com o que e por quem você anda sofrendo.

“Querida Tiffany, eu sei que você escreveu a carta. O único jeito de conhecer minha loucura era fazendo algo louco. Obrigado, eu te amo. Eu soube no momento que te conheci. Desculpe se demorei tanto para tomar conta disso, eu fiquei preso.”

E esse é outro ponto lindo do livro. Deparamos-nos com uma história de amor que – independente de quem foi o Pat, não justificava – ele foi traído. Qual o lado bom da vida disso? Nesse ponto, o livro em toda sua narrativa traz respostas para essa pergunta, afinal, como disse o Pat: “Dói olhar para as nuvens, mas também ajuda, como a maioria das coisas que causam dor”. Se não fosse essa traição, mesmo que pelos motivos errados, mas pelo caminho certo, o Pat não teria se transformado nessa pessoa positiva, em busca de ser melhor e ainda mais, se não fosse essa separação, ele teria perdido a chance de conhecer a Tiffany, uma pessoa que entendeu sua “loucura” e fez com ele uma das histórias de amizade e amor mais lidas que já li.

Tiffany e Pat. No cinema, interpretados pelo atores Jennifer Lawrence e Bradley Cooper.

Poderia listar muito mais frases e razões para justificar por que “O Lado Bom da Vida” foi o melhor livro que já li, mas me contento a fechar o texto por aqui dizendo algo que torna tudo isso muito especial: A mente brilhante por trás desse livro é a do Matthew Quick, que foi capaz de trazer toda essa bela mensagem de amor e otimismo vivendo uma depressão severa.

Pois bem, viver o lado bom da vida é simplesmente uma questão de escolha, porque, sim, independente das situações, ele existe.

“Você precisa fazer tudo o que pode e, se se manter positivo, você terá uma chance.”

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O valor do silêncio https://minutodosaber.com/2015/01/o-valor-do-silencio/ https://minutodosaber.com/2015/01/o-valor-do-silencio/#respond Tue, 27 Jan 2015 09:00:18 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=11940 1 minuto Já faz um tempo que tenho tido várias ideias de texto, mas não quis expressar. Na transição do final do ano passado e o início desse, silenciei em diferentes dimensões (em especial, na escrita). O silêncio me instiga muito, propicia uma conexão comigo mesma que transcende definição. E são esses momentos propiciados que me fazem valorizar tanto o silêncio, que muita gente despreza. As pessoas falam muito, seja pessoalmente ou virtualmente, através das redes sociais. Falam o que devem e o que Continue lendo

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Silêncio

Já faz um tempo que tenho tido várias ideias de texto, mas não quis expressar. Na transição do final do ano passado e o início desse, silenciei em diferentes dimensões (em especial, na escrita). O silêncio me instiga muito, propicia uma conexão comigo mesma que transcende definição. E são esses momentos propiciados que me fazem valorizar tanto o silêncio, que muita gente despreza.

As pessoas falam muito, seja pessoalmente ou virtualmente, através das redes sociais. Falam o que devem e o que não devem, por vezes até transgredindo a barreira de privacidade do outro ou até deles mesmos. Esquecem de apreciar o vazio que o silêncio traz. Vazio esse que não é sinônimo de tristeza, mas a oportunidade de se desconectar do mundo e se conectar com sua essência.

A gente vive num mundo tão barulhento, que quando o silêncio reina, muitas vezes, incomoda, fazendo com que as pessoas não se contenham e procurem barulho, vindo do outro ou feito por eles mesmos.

As pessoas esqueceram o valor do silêncio e eu queria lembrar disso.

O silêncio pode indicar respeito ao momento do outro.

O silêncio comunica, já dizem por ai: “um olhar vale mais que mil palavras”.

O silêncio é o gatilho para a nossa mente entender que ali é um momento nosso e nos proporcionar um maior auto-conhecimento.

O silêncio traz concentração. Prova disso temos no grande mestre Ayrton Senna.

O silêncio inspira…ideias, vidas.

São muitos os pontos positivos negligenciados pelas pessoas, mas tem uma coisa que desprezo no silêncio. Infelizmente, ele também pode ser culpa, indiferença. O silêncio de quem te magoou, machuca mais ainda. O silêncio de quem te feriu é covardia.

Cultive o silêncio em sua vida, mas que seja puro, refletindo o bem para você e para quem te rodeia.

Aprecie o silêncio.

Ele faz bem.

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Se beber, por amor a si e à humanidade, não dirija https://minutodosaber.com/2014/11/se-beber-por-amor-humanidade-nao-dirija/ https://minutodosaber.com/2014/11/se-beber-por-amor-humanidade-nao-dirija/#comments Wed, 19 Nov 2014 09:00:03 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=11819 2 minutos Nos últimos dias, acompanhei a notícia da morte de um publicitário de 28 anos, que morreu em um acidente de carro, em Salvador. Morte provocada pela irresponsabilidade de um advogado que, bêbado, de forma inconsequente, optou por dirigir. Reconheço a dor dessa família. Entendo a revolta. É mais um que se vai pela falta de amor a si mesmo e ao próximo. Afinal, dirigir alcoolizado é falta de amor à vida em todos os aspectos. Perdi meu Avô em condições semelhantes. Ele Continue lendo

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Campanha direção e álcool

Nos últimos dias, acompanhei a notícia da morte de um publicitário de 28 anos, que morreu em um acidente de carro, em Salvador. Morte provocada pela irresponsabilidade de um advogado que, bêbado, de forma inconsequente, optou por dirigir.

Reconheço a dor dessa família. Entendo a revolta. É mais um que se vai pela falta de amor a si mesmo e ao próximo. Afinal, dirigir alcoolizado é falta de amor à vida em todos os aspectos.

Perdi meu Avô em condições semelhantes. Ele tinha 81 anos, mas tão saudável que era, sempre andava de bicicleta. Chapéu na cabeça, coluna ereta, equilíbrio que nem todo jovem tem e um sorriso no rosto que até hoje eu sinto falta.

Não disse adeus. Não pude mais pedir a bênção dele, um ato obrigatório caso o encontrasse. Não importava quem você fosse, conhecido ou desconhecido, ele fazia questão te dar um aperto de mão e dizer: “Deus te abençoe”. Perdi a chance de abraçá-lo no dia que passei no vestibular. Não pude terminar o processo de alfabetização que eu e minha irmã estávamos fazendo com ele (não o intimidava a idade que tinha, a vontade e a determinação de aprender a ler eram maiores). Perdi a chance de ensiná-lo a tocar violão. Perdi a oportunidade de me reunir com ele, numa tarde qualquer, e ouvir por mais uma vez a história de novela entre ele e minha Vó. Perdi a chance de vê-lo comemorar os 120 anos, que ele apostava que alcançaria (e, acreditem, saúde para isso tinha).

Os cajus pararam de nascer nas árvores do lugar que ele amava. A família, agora, se reúne ali com saudosismo, lembrando do legado dele e vivendo dos ‘E se’s’. A gente perdeu a presença dele. Perdeu tanto. E, tudo isso, porque alguém, no dia 30/06/2007, resolveu beber e dirigir. Assim, meu Avô foi atropelado, enquanto andava de bicicleta no acostamento da rodovia.

Por uma escolha errada de um inconsequente, hoje, minha família tem essa ausência. A família desse publicitário agora também tem. E, infelizmente, são muitas as famílias brasileiras que possuem a dor que a gente tem de perder alguém que ama, assim, de repente, fazendo valer as palavras do Tim Maia: “E aquele adeus, não pude dar…”.

Enfim, fica aqui o pedido de alguém que perdeu não só um Avô, mas um exemplo de vida: se beber, por amor a si e à humanidade, não dirija. Não se permita ser um destruidor de sonhos, de vidas. Não se permita ser responsável por tirar de uma família o direito de viver ao lado de quem se ama. Tiraram esse direito da minha família. Não deixe que tirem da sua também.

É muita dor. E não alivia.

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O que aprendi com os idosos de Swansea https://minutodosaber.com/2014/11/o-que-aprendi-com-os-idosos-de-swansea/ https://minutodosaber.com/2014/11/o-que-aprendi-com-os-idosos-de-swansea/#respond Mon, 03 Nov 2014 09:00:32 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=11781 Dentre as diversas razões para convencer alguém a conhecer a cidade de Swansea, no País de Gales, apresento uma das melhores: os idosos daqui.

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Idosos

Talvez, a maioria das pessoas que estão lendo esse texto desconheçam a cidade de Swansea, no País de Gales. Se já ouviram falar, muito provavelmente, foi por causa do time de futebol homônimo.

Pois é, talvez, poucos se interessariam em morar aqui ou, simplesmente, visitar. Mas, após 9 meses, tendo o privilégio de viver nesse lugar de tanto amor e gentileza, eu me disponho a lhes apresentar, pelo menos, uma razão para conhecer esta cidade: os idosos daqui.

Swansea é uma cidade prioritariamente formada por pessoas mais velhas. Tem uma grande quantidade de jovens, principalmente, estrangeiros, por conta da Universidade. Mas, em sua maioria, Swansea é uma cidade idosa. E isso também a torna tão especial. A seguir, lhes explico por que.

Os idosos de Swansea me ensinaram a ver a vida de uma forma que, nunca, em todo o meu ápice de juventude, eu estaria apta a enxergar.

Os idosos de Swansea me ensinaram que idade não determina limites. Isso cabe apenas a você. Aqui, idosos exercem diferentes atividades, sejam de lazer a trabalho, saem cedo de casa, faça chuva ou faça sol e não reclamam disso, pelo contrário, escancaram um sorrisão quando os seus olhos cruzam os deles.

Os idosos de Swansea me ensinaram o verdadeiro significado da palavra longevidade.

Eles me ensinaram a entender o que, de fato, é a velhice. É época de viajar, assim como a senhora Sarah que, após um período que ela passou na Espanha, eu pude conhecer em um ônibus entre Londres e Swansea.

É época de estar atento aos noticiários e se indignar com o fato da extensão territorial do Brasil ser maior que a do Reino Unido todo (dados de um senhor que tive a oportunidade de conversar no ônibus). É tempo de visitar os amigos, assim como Dona Rita, que esperava o ônibus comigo, semana passada. É o momento de ser gentil como Sr Malcomn e fazer uma ligação para ajudar um desconhecido, ou seja, eu. É tempo de, mesmo diante das dores da vida e em meio ao esquecimento que chega, ser tão carinhosa quanto a Patrice. É tempo de ensinar o que é verdadeiro amor, assim como a Jane e o Jon me ensinaram ao me contar que, enquanto ela estava na África e ele aqui em Swansea, como forma de se comunicarem, eles gravavam fitas cassetes, contando como foi a semana de um para o outro e depois enviavam pelo correio. A distância não foi barreira.

Eles me provaram que a velhice é também tempo de distribuir gentileza, amor e carinho, seja por um olhar, um sorriso, que recebo cotidianamente dos diversos idosos que eu tenho a alegria de cruzar no caminho.

Mais a fundo, eles me ensinaram que tudo isso não cabe apenas na velhice, mas sim por toda a vida.

Os idosos de Swansea me ensinaram que estar na velhice pode ser uma fase extremamente delicada. Pode ser que um filho faça falta, que um companheiro(a) também, que pode haver muitas lacunas de carinho, mas que nada disso determina a sua felicidade. Porque isso, você que cria, não são as circunstâncias que determinam.

E é assim, aos 20 anos de idade, que tenho minha vida mudada por pessoas tão peculiares, tais como os idosos de Swansea. Uma das razões que posso citar para convencer alguém a visitar esse lugar que tanto me conquistou e que, em meses, mesmo distante de tanta gente que amo, me faz chama-lo de lar. Esse lugar incrível, com idosos mais incríveis ainda, tem nome: Swansea.

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Um convite à gentileza https://minutodosaber.com/2014/10/um-convite-a-gentileza/ https://minutodosaber.com/2014/10/um-convite-a-gentileza/#respond Wed, 22 Oct 2014 09:00:49 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=11768 Talvez, seja você o responsável pelo ato de gentileza que vai mudar o dia de alguém. Que tal assumir essa responsabilidade? A gente faz o convite!

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Bondade

Desde que comecei o meu intercâmbio, sempre alguém me lembra de como o ser humano tem um lado bom, que a gente acaba esquecendo no dia-a-dia, cercado de tantas notícias de criminalidade e afins.

Esse lembrete vem na forma de um sorriso que um idoso me dá, bem naquele dia que eu não estava a fim de levantar da cama. Ou então, através daquele telefonema para a companhia de táxi, que Sr Malcomn fez para mim, quando me vi em um lado desconhecido da cidade, de noite, com celular descarregado e apenas com uma semana vivendo em Swansea.

Lembrete que vem também pelo ticket de ônibus que o Dário me deu, quando me vi sem dinheiro e com o ticket que havia comprado anteriormente, perdido. Ou então, por aquele jovem, no aeroporto da Alemanha, que deu 5 euros a uma criança que queria um refrigerante e o pai não tinha dinheiro para dar. Ou através do gesto daquele jovem russo que, durante a minha visita a São Petersburgo, abdicou do seu horário de almoço para nos ajudar.

Pois é, sem que eu menos perceba, a gentileza bate a minha porta. Vem por meio de desconhecidos ou conhecidos e trazendo o efeito de sempre: vontade de propagar esses gestos ao redor do mundo. Percebi que gentileza é contagiosa e decidi que quero ser agente disseminador desse tipo de comportamento, porque o mundo precisa disso e eu sei que a gente tem grande potencial para propagar isso por ai.

Assim pensando, a sessão de um jornal daqui de Swansea, me deu uma ideia. Nessa sessão que me inspirou, as pessoas mandam mensagens para serem publicadas no jornal, onde elas agradecem por gestos, sorrisos, olhares, mãos que ajudaram ou mudaram o dia e até a vida delas. Meu coração se alegra com cada mensagem. Reaviva em mim a esperança de que podemos ter um mundo melhor, com o bem prevalecendo. Além de que, é um exercício maravilhoso que podemos fazer, de forma a prestar mais atenção e dar maior valor a alguns gestos que nos cercam no dia-a-dia.

Dessa maneira, usando um dos meios de grande alcance da atualidade (o Facebook), criei uma FanPage para espalhar gentileza no mundo. A Fanpage tem o nome “Gentileza nossa de cada dia”. Para curtir e se inspirar com os depoimentos compartilhados lá, acesse aqui.

Compartilhe aquele gesto que mudou teu dia e que pode trazer mais luz para o mundo! Vamos disseminar o bem! Conto com vocês nessa missão.

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Uma fila, 5 euros, intenções diferentes https://minutodosaber.com/2014/09/uma-fila-5-euros-intencoes-diferentes/ https://minutodosaber.com/2014/09/uma-fila-5-euros-intencoes-diferentes/#comments Thu, 25 Sep 2014 09:00:16 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=11738 2 minutos Uma fila de pessoas e uma nota de 5 euros. Elementos que compõem dois momentos que presenciei, mas que, com exceção da fila e da nota, pouco se assemelham. E a diferença vem definida por uma palavra: intenção. O primeiro momento foi na fila de um aeroporto na Alemanha. Sem entender uma única palavra, apenas interpretando sorrisos e olhares, eu entendi o que havia acontecido. Um garoto pedia ao pai dinheiro para comprar refrigerante. O pai não tinha. Assim, um rapaz, próximo Continue lendo

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Cinco euros

Uma fila de pessoas e uma nota de 5 euros. Elementos que compõem dois momentos que presenciei, mas que, com exceção da fila e da nota, pouco se assemelham. E a diferença vem definida por uma palavra: intenção.

O primeiro momento foi na fila de um aeroporto na Alemanha. Sem entender uma única palavra, apenas interpretando sorrisos e olhares, eu entendi o que havia acontecido. Um garoto pedia ao pai dinheiro para comprar refrigerante. O pai não tinha. Assim, um rapaz, próximo a eles, prontamente, foi até o menino e entregou uma nota de 5 euros. Foi lindo ver o brilho nos olhos do garoto que, cheio de felicidade, foi buscar o refrigerante. A gratidão preencheu o coração daquele pai. Consegui sentir isso. E eu fiquei ali, contemplando tal atitude. Claramente se via que o rapaz, que ajudou, não fez por piedade, dava para ver que foi por pura motivação em tornar especial o dia de alguém. Uma forma magnífica de viver a vida.

A outra cena foi em uma sorveteria na Itália. Enquanto caminhávamos, em fila, em direção ao caixa, uma senhora veio até mim e um casal que estava à minha frente e indagou se a nota de 5 euros que estava no chão, próxima a nós, nos pertencia. De imediato, a moça, à minha frente, disse que não e seu companheiro deu a mesma resposta. Que também foi dada por mim, já que aquela nota não era minha. Foi eu me calar, que a mulher que, há segundos, tinha dito que a nota não era dela, se agachou rapidamente, como se ninguém visse, e pegou a nota, com o consentimento do namorado, que deu um sorriso amarelo. Eu me indignei. Se não é seu, não pegue. No máximo, pegue e vá procurar o dono, algo que o casal não fez, já que os sorvetes deles foram pagos com essa nota de 5 euros, pertencente a outrem.

Pois é, e foi assim que eu me vi, por duas vezes, em uma fila e vendo o efeito que 5 euros (aproximadamente R$18,00) provocam nas pessoas. Em um caso, eu vi boas intenções, vontade de ajudar, de renunciar 5 euros para ver alguém sorrir. Em outro, eu vi a corrupção, a má intenção de se apropriar do que não é seu para poder levar vantagem.

E a vida é isso. Não importa o local, seja na Alemanha, na Itália, no Brasil, os elementos cotidianos são os mesmos, o que faz diferença é a intenção que você tem ao mexer com eles.

Por isso, deixo o conselho: atente-se à suas intenções em tudo que faz. Por tudo que vivi e já vi, posso afirmar que é muito melhor renunciar de algo que é seu para saciar a fome de alguém do que saciar a sua própria fome com algo que não te pertence. Preencha-se de boas intenções.

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Siga seu coração https://minutodosaber.com/2014/09/siga-seu-coracao/ https://minutodosaber.com/2014/09/siga-seu-coracao/#respond Mon, 08 Sep 2014 09:00:39 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=11716 2 minutos Siga seu coração! Se me dessem a oportunidade de dizer algumas palavras ao mundo, essas seriam algumas. Esse é um dos maiores aprendizados que a vida já me deu e que, por muito tempo, eu optei por ignorar. A gente vive numa tentativa tão insana de ser o filho(a) que a mãe sempre sonhou, o aluno(a) que o professor tanto quis, o amante ideal, que a gente acaba esquecendo de ser quem a gente quer ser. E ai, a vida que seria Continue lendo

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Siga seu coração

Siga seu coração! Se me dessem a oportunidade de dizer algumas palavras ao mundo, essas seriam algumas.

Esse é um dos maiores aprendizados que a vida já me deu e que, por muito tempo, eu optei por ignorar. A gente vive numa tentativa tão insana de ser o filho(a) que a mãe sempre sonhou, o aluno(a) que o professor tanto quis, o amante ideal, que a gente acaba esquecendo de ser quem a gente quer ser. E ai, a vida que seria da gente passa a ser dos outros. Viramos marionetes.

O emprego que você ocupa é o que seu pai tanto sonhou. A roupa que você veste é aquela que as pessoas não vão te julgar. A sua casa é no bairro que o seu amigo diz que é o melhor. Sua vida passa a agradar a todos, menos a você. E ai, o tempo vai passando e sua essência se esvai. A tristeza toma conta. O sorriso no rosto é um disfarce de toda a confusão que passa por dentro de você. E, o coração, que antes pulsava com tanta energia, ansioso pela conquista do que você queria, palpita lentamente, esperando pela sua ressurreição.

E é por não querer que esse estágio chegue, que eu afirmo: siga seu coração. Vão te chamar de louco, inconsequente, sem noção. Mas persista. A paz consigo mesmo, a alegria e a realização em diferentes âmbitos da sua vida, vão mostrar a todos que te taxaram de louco, o quão sua loucura é sadia e o segredo do seu sucesso.

Já li reportagem falando que isso não é certo, textos que disseram que esse papo de seguir o coração não é sempre a melhor opção, mas eu ignoro tudo isso. A minha vida me ensinou que essa é a melhor escolha que a gente pode fazer. É muito claro para mim, a diferença entre a Ana que os outros queriam que eu fosse para a Ana que eu sempre quis ser. E foi a escolha de seguir meu coração e ter a coragem de ser quem eu quero ser, independente do que digam, que tem sido a diferença na trajetória que  tenho trilhado.

Então, eu te convoco a romper as cordas que os outros usam para controlar a sua vida. Esse bem é seu e só deve ser manuseado por você. Ouvir o conselho do outro, ou uma palavra amiga são sempre bem-vindas, mas não deixe que os cérebros dos que te rodeiam falem mais alto que a pulsação do seu coração.

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Os pontos vão se ligar, acredite! https://minutodosaber.com/2014/08/os-pontos-vao-se-ligar-acredite/ https://minutodosaber.com/2014/08/os-pontos-vao-se-ligar-acredite/#comments Wed, 27 Aug 2014 09:00:04 +0000 http://www.ominutodosaber.com/?p=11669 3 minutos Durante esta semana tirei um tempo e olhei para o passado. Incrível como tanta situação que eu achava impossível de ser resolvida ou amenizada, hoje, eu olho, e vejo como tudo se encaixou tão bem, de uma forma que, diante das ansiedades que me tomavam, eu nunca imaginaria. E pensar sobre isso me faz lembrar de duas conversas. Uma, foi durante essa semana mesmo. Após minhas reflexões e expondo as mesmas para minha irmã, a gente se alegrou em ver o que Continue lendo

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Esperando no mar

Durante esta semana tirei um tempo e olhei para o passado. Incrível como tanta situação que eu achava impossível de ser resolvida ou amenizada, hoje, eu olho, e vejo como tudo se encaixou tão bem, de uma forma que, diante das ansiedades que me tomavam, eu nunca imaginaria. E pensar sobre isso me faz lembrar de duas conversas.

Uma, foi durante essa semana mesmo. Após minhas reflexões e expondo as mesmas para minha irmã, a gente se alegrou em ver o que Deus tinha feito e estava fazendo. Incrível a grandiosidade Dele. Talvez, o leitor não acredite em Deus e eu respeito isso. Agora, eu faço a você, o mesmo pedido que Steve Jobs fez, em Stanford, durante um discurso que ele realizou lá. Ele falava sobre ligar os pontos, exatamente essa reflexão que tomou conta de mim durante esses dias. E ele enfatizou:

“Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois. De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Porque acreditar que os pontos vão se ligar em um momento vai te dar a confiança para seguir seu coração, mesmo que te leve para um caminho diferente do previsto, e isso fará toda a diferença.”

E é isso que hoje, a partir do que tenho vivido e que sei que ainda viverei, eu ratifico: Acredite que os pontos vão se ligar. Acredite que, lá na frente, você vai viver isso!

Ainda nessa conversa, minha irmã falou uma outra frase que eu faço questão de deixar registrada: “Você nunca sabe a força que tem, até que a sua única alternativa é ser forte”. O Johnny Depp é o proprietário de tamanha sabedoria. Incansavelmente, a gente passa por uma situação, afirma que não tem força para passar por aquilo e, daqui a pouco, quando menos espera, já superou tudo e já está com o troféu em mãos. Porque, a verdade é que, tudo na vida tem um propósito. E se assim é, sempre teremos a força de superar o que pode ser taxado como o impossível. Acredite!

A outra conversa foi no ano passado. Eu conversava, via telefone, com a minha melhor amiga e eu estava perdida, aflita, supondo que tinha ido mal em uma prova, e ai ela falou (obviamente, não foram essas as palavras exatas. Fiz um resumo: “Ana, você está aí desesperada, mas eu te garanto que, quando você olhar para trás, você vai rir dessa cena. Vai ver que tudo isso é em vão. Porque, lá na frente, tudo vai estar tão certo que você vai se questionar porque, um dia, esteve assim…”.

E sim, hoje olho para aquele momento e sorrio. Foi totalmente em vão aquele desespero, porque além de reviravoltas na vida, eu passei na disciplina, que eu achei que tinha ido mal na prova.

E a vida é isso. Hoje, você que está preocupado(a), desesperado(a), pare. Acredite no que for, mas acredite que está tudo te levando para um momento grandioso. Acredite nisso!

Se eu disser a você que ter este pensamento me isenta de momentos de desespero, ansiedade, eu estarei mentindo. Faz parte de nós, seres humanos, momentos assim, mas praticar esse pensamento nos faz mais fortes (do que já somos) e mais pré-dispostos a sermos mais saudáveis e felizes, já que passaremos menos tempo aflitos. Mais uma vez, te peço, acredite!

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