Talvez, você só precise mudar de “ares”

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Outro dia escutei uma frase de um senhor, que aparentemente não era tão sábio: “Você é do tamanho do que você vê”.

Então, qual seria o meu tamanho? Perguntei a mim mesmo.

Em um primeiro momento, após digerir a informação, me questionei sobre o valor que tentei colocar no tal senhor, quer dizer, quem sou eu para questionar a sabedoria existente naquela pessoa?

Mas as pessoas fazem isso, né?

Fico flutuando nas ideias que costumam me envolver, e esse pensamento do tal senhor “aparentemente” não tão sábio, se conectou com um desenho que vi a algum tempo atrás, e que falava sobre a noção de humanidade que existe em cada ser.

Entre os diálogos, o que me fisgou foi o seguinte: “Os seres humanos são assim”.

Falar sobre essa questão não é algo recente.

Shakespeare esbravejou em seu texto: “Ser ou não ser, eis a questão…”.

E Zeca Pagodinho, após vários álbuns de sucesso, achou importante colocar o nome de um de seus álbuns de “Ser Humano”.

Ás vezes parece que estamos tão preocupados com o que queremos ser que esquecemos de quem somos.

E se por acaso você pudesse mudar o seu passado? O que você faria?

Já ouviu falar no paradoxo do tempo? Parece que qualquer vírgula que você alterasse em seu passado, faria com que você não estivesse aqui nesse momento degustando esse texto.


Mas para que falar tanto sobre “ser”? A ideia é falar sobre mudanças. Mas, aprendi que a introdução é que fisga o leitor.

Então, pense um pouco e responda: Qual foi a última vez que você mudou? O que você fez de diferente?

Einstein já dizia: “Loucura é fazer todos os dias a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

A mudança é um processo longo, às vezes doloroso, entretanto, necessário.

Esse é o grande conceito que sustenta a tecnologia: o aperfeiçoamento.

Então, o quanto de tecnologia existe em você? Está se tornando obsoleto? Nem todos os filmes antigos tornam-se clássicos.

Acredito que está na hora.

Sim, hora de mudar, talvez você se pergunte: Por onde começo?

Então, chegamos no título, não é? Que tal começar por novos “ares”.

Que tal frequentar novos espaços? Ter novas impressões? Conhecer outras pessoas? Que tal um desafio?

Esse é praticamente um mantra na vida dos super-heróis. Sempre que a terra está segura, chega um novo vilão.

Quem é o seu vilão?

Já sei, vai me dizer que já derrotou todos?

Bem, não vou dizer que seu pensamento está equivocado.

Quer dizer, vou esperar que você perceba isso sozinho. Mas, não estou propondo um caminho, mas, sim, uma ideia, se lhe servir, pode utilizar.

Outro dia encontrei um amigo, e ele me perguntou se estava morando no mesmo lugar.

Então, respondi que não, que tinha me mudado.

Ele respondeu: “Estou muito feliz por você ter mudado”. Eu brinquei: “Continuo a mesma pessoa”. Ele comentou: “A questão não é você mudar, mas, mudar de lugar, e isso lhe fará muito bem”.

Acredito que devemos reinventar a palavra rotina, me parece um pouco fora de moda.

É claro que existem os adeptos, que defenderam com espadas e escudos a onipotência da rotina.

Eu, devo lhe dar os parabéns. Isso se você realmente conseguir fazer as mesmas coisas todos os dias.

Existe uma coisa interessante em tentar traduzir uma ideia através das palavras: o processo.

Esse texto, por exemplo, é fruto de um processo.

E sabe qual a melhor parte disto?

Existirão aqueles leitores que dirão: “Gostei desse texto”. Haverá outros que comentarão: “Perdi meu tempo”.

Mas, meu caro leitor, o fato de ter lido o texto já fez você mudar.

Então, cá entre nós, que tal mudar mais um pouquinho?

Uma reestruturação do “ser” a longo prazo.

Talvez, nos encontraremos no próximo texto.

Caso isso não ocorra, apenas uma dica: “Se realmente quer mudar… Arrume as malas.”.

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