O homem contemporâneo e a inteligência emocional

Tempo de leitura: 3 minutos

Casal

“Somos uma geração de homens criados por mulheres”. É o que disse Tyler Durden, na obra-prima cinematográfica Fight Club (Clube da luta). Um breve olhar para a realidade revela que o personagem de Brad Pitt não estava errado. Por anos, a mídia e a cultura vigente vêm impondo aos homens que, para que conquistem uma mulher, os mesmos devem agir como uma entidade sensível e romântica, que coloca sua desejada em uma posição de valor inestimável, e pelo amor dela, faz qualquer coisa, inclusive submeter-se à humilhação e exposição.

A comédia romântica, de modo geral, limita-se ao clichê: encontro, desencontro, reencontro, e para que o reencontro ocorra, o rapaz vai incessante atrás da moça, revelando seus sentimentos e implorando por perdão. Ela, por sua vez, o aceita, enxergando ali um companheiro de valor inestimável, e os dois vivem felizes para sempre.

O mundo do cinema, da fantasia e da literatura romântica é bem discrepante daquilo que é real. As mulheres sentem repulsa por esse homem que é sensível, pegadiço e excessivamente carinhoso, pois se sentem sufocadas. Elas almejam por uma figura masculina que as valorize, que as proteja e que as lidere, mas acabam por encontrar um homem fraco e sem autonomia, que se mostra previsível e carente. A mulher logo se encontra em uma posição em que é forçada a “tornar-se o homem da relação”, sendo impedida de exercer sua feminilidade e livre expressão de seus sentimentos.

O homem contemporâneo têm-se esquecido de seu próprio valor, pois direciona à figura feminina toda a sua motivação e sentimento, fazendo dela, a causa única e incondicional de sua felicidade. É bem comum que, quando envolvido em um relacionamento, o rapaz deixe de sair com os amigos, pare de ir à academia e abandone seus hobbies. A moça torna-se o centro de sua realidade, o motivo de sua existência.

Devem os homens então, buscar por extirpar o sentimento, tornando-se criaturas frias, inabaláveis e de coração de pedra? De modo algum, pois uma vida sem paixão, sem amor e sem emoção, torna-se um fardo intransponível. É necessário, porém, que haja, por parte da figura masculina, mais confiança em si mesmo, maior inteligência emocional e autonomia. O romance que é utilizado da maneira correta é uma ferramenta poderosa para o fortalecimento dos laços e da atração que existe entre os envolvidos em uma relação.

Por causa das decepções amorosas e por causa da falta de confiança, os homens entram em depressão, cometem suicídio ou passam a vida a mendigar por migalhas emocionais e afetivas. Eles não escolhem as suas parceiras e aceitam qualquer coisa, pois não creem que encontrarão uma amante melhor adequada a suas personalidades, e desse modo, submetem-se a mulheres que os humilham, parasitam e desrespeitam.

Estas linhas não vêm com propósitos machistas ou de desmerecimento, mas vêm para despertar o leitor para a realidade, convidando-o a tomar as rédeas de sua própria vida. Estas palavras vêm mostrar que, para que possa ser amado, o sujeito deve amar a si mesmo. Deve ter um posicionamento próprio. Deve ser autêntico e autônomo.

3 Comentários


  1. !!!! Um dos melhores textos que já li sobre o assunto. Aprendeu bem os ensinamentos passados, hein, “Irmão” hahaha
    Mais uma vez, claro, objetivo e consistente no que crê!

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