Eles me chamaram de burro

Tempo de leitura: 2 minutos

Menino triste

Esses dias eu estava observando uma dinâmica que acontecia em uma escola. O objetivo era vencer um tipo de competição de conhecimentos gerais. A turma escolhia cinco integrantes para defender sua honra. Um dos meninos ficou de fora do tal jogo, e quando começou a competição o menino aproximou-se de mim e disse: posso assistir perto de você? Eu disse: sim claro. Mas porque você não está participando? Eles me chamaram de burro, ele comentou entristecido.

Então o jogo começou e quando a pergunta era feita o menino considerado intelectualmente incapaz aproximava-se de mim e dizia: eu sei isso… A resposta é… E o tal garoto acertava o que os representantes da turma não sabiam. Isso me fez pensar sobre o que seria a burrice? Não saber de algo é ser burro? Observando essa conceituação imagino que não exista ninguém burro, ou estou errado? Não acredito que existam pessoas que não sabem absolutamente nada, quer dizer, algum assunto você deve dominar, mesmo que tal assunto não me interesse.

Levando em conta a habilidade cerebral do ser humano é possível deduzir que existe alguma inteligência em cada um de nós que habita este planeta. Essa dedução me faz questionar os testes de inteligência. Será que eles são mesmo eficazes?

Um cientista chamado Alfred Binett resolveu estudar a inteligência humana com base em experiências psicológicas. Binett chegou à conclusão de que a inteligência individual não tem uma quantidade fixada, ou seja, segundo Binett os testes de inteligência só poderiam medir a inteligência em certo momento e contexto específico, pois as habilidades do ser humano variam. Nesse sentido, o ser humano poderia se tornar mais “inteligente”.

Então, podemos compreender a “inteligência” e a “burrice” como conceitos subjetivos, pois é considerada “inteligente” quem sabe a informação que buscamos, e consideramos “burro” aqueles que não possuem as respostas que queremos ou o conteúdo intelectual que já dominamos.

Parece apenas uma questão de aprendizagem, ou seja, caso você seja chamado de burro por alguém que desconhece todas as informações presentes neste artigo, não leve a sério. Pois, você não é burro, nunca foi e nunca será.

8 Comentários


  1. Observo já a algum tempo que as pessoas julgam legal ser "burro", pois aqueles que se sobressaem intelectualmente numa sala de aula, absorvendo mais facilmente o conhecimento, são taxados de cdf, nerd e muitas vezes sofrem booling dos que não tem essa capacidade, talvez essa seja a forma, que os que se acham espertos, de superar carências descarregando agressividade e violência em alguém que só se importa em aprender. A vitória vem a longo prazo pois quem tem mais conhecimento tende a ser mais bem sucedido profissionalmente no futuro, e considerando o atual contexto, isso é uma vantagem. Não se iludam pensando que agredindo alguém que tem um pouco mais de saber, este alguém pode ser eliminado do mercado de trabalho. Os melhores salários são pagos aos que tem maior capacidade profissional e não a truculentos retardados.

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    1. ” ARISTÓTELES”, disse, Nada existe para nós sem antes ter passado pelos nossos sentidos. E essa leitura agora me disse , porque o usar da minha boa linguagem e até entendimento outrem, me fez afastar de um monte de … bons ou maus sabedores; Ou que se diziam saber. Hoje consigo saber ou entender algo à respeito dessas mentes pobres que não fazem nada para ser um pouquinho só inteligente. Procurá-los ajudar, sim, mas se não usarem a mente para isso , o que me resta é sentir dó.

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  2. O Nerd está em alta porque a mulherada já percebeu que os melhores salários e o sucesso estará inevitavelmente com quem domina o conhecimento e a informação.

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  3. A briga pelo poder por meio da competição existe nas salas de aula sim. E os mais truculentos usarão formas de pressão para não dar espaço aos outros, utilizando agressividade, violência, rotulagens e outras formas de bulling na exclusão social dos que se sobressaem e percebem que o que importa mesmo é aprender. Alguns professores, infelizmente parecem que não estão nem aí para o fato, assim como direções de algumas escolas que acham que os melhores professores são aqueles que se resolvem sozinhos e não buscam apoio e diálogo com as direções. Por sua vez as secretarias de educação…(sem comentário)

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  4. “Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.”
    – Paulo Freire

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  5. Confesso que as vezes quando vejos pessoas discutindo os textos que são disponibilizados para as atividades academicas me sinto um pouco como o menino citado no seu texto.
    Mas quando vejo a nota obtida depois da atividade enviada percebo que sei alguma coisa, talvez atpe mais coisas do que eu imaginava…
    Muito bom gostei.

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