No fim das contas todos compartilham a busca pelo coelho branco

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Alice e o coelho

O que motiva você? Consegue-me dizer sem pensar durante muito tempo? Consegue dizer uma resposta clara e objetiva? Caso você não tenha essa resposta eu farei o favor de alterar a pergunta: O que você busca? Desde o dia que você foi absorvido por esse mundo até os dias de hoje, o que você procura?

Quer dizer, deve existir “algo” que lhe apresente algum tipo de interesse, e esse tal interesse deve ser suficiente para que você suporte o caos deste universo perfeito que você habita (algumas vezes você não enxerga o caos né? Eu entendo). Deve existir algo que faça você encontrar algum sentido na vida. Quer dizer, deve haver em você e na sua trajetória de vida algo que você busca.

A busca traduz uma vontade enorme de conseguir algo ou se tornar alguém. Não é uma simples decisão, é uma alteração metódica na maneira na qual você enxerga sua vida e o mundo.

Como o ato de buscar se inicia na sua vida?

Talvez a resposta seja simples. Veja o exemplo de Alice (Alice no País das Maravilhas). Alice sentia-se entediada, sem possíveis objetivos, talvez tivesse sucumbido à maresia da vida. E então, de repente, ela viu um coelho branco passar. Sua curiosidade funcionou como um gatilho, ela deixou de lado o ócio e se aventurou em uma jornada que a direcionou ao Mundo das Maravilhas.

Que mundo é esse?

Digamos que seja o mundo que sintetiza a complexidade de sua busca, que resume a dificuldade em tornar seus sonhos reais. Este mundo lhe proporcionará um estado sentimental de maravilhado desde que você conclua sua busca. Mas, cuidado, caso tenha concluído seus objetivos selecione outros, não pare na beira da estrada e muito menos peça carona apenas porque conseguiu achar um coelho. Você prestou bastante atenção e percebeu se ele era branco? De repente este coelho é de outra cor. E porque tem que ser branco? Alguns diriam que é porque dá sorte ou porque representa a paz (por favor, não diga e nem pense isso).

Eu prefiro compreender como o início. E aí nos colocamos diante de um possível paradoxo: Toda vez que eu me aventurar em uma busca e consequentemente conseguir encontrar um coelho devo traçar novos rumos, preparar minha mochila e sair em uma nova busca?

Apesar de parecer óbvia a resposta, eu não vou-lhe dar nenhuma dica.

Apenas desejo que você pense sobre a seguinte questão: A partir do fim não deveríamos estabelecer novos começos?

Pois, no fim das contas, todos compartilham a busca pelo coelho branco.

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