Ás vezes eu quero ser inteligente. E outras vezes não

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Cérebro Homer Simpson

Outro dia assisti mais uma vez o filme Sherlock Holmes* (Robert Downey Jr.) e é incrível a habilidade de dedução e o intelecto de tal detetive, seria então, “elementar” dizer que esse tipo de virtude é para poucos? Isso me lembra até um tal de Tony Stark* (Robert Downey Jr).

Nesses momentos em que termino de assistir esses filmes penso em enfiar minha cara nos livros e me tornar extremamente inteligente. E então depois de me livrar da elucidação decorrente do filme olho ao meu redor e percebo que talvez o mundo não seja dos “inteligentes”.

Observo que na escola os inteligentes são meio “rejeitados”, parece que o fato de eles terem um intelecto superior provoca nas pessoas um sentimento de desdenho, as pessoas não os acham descolados e nem divertidos (nem todos compreendem piadas inteligentes). Em contra partida os “não inteligentes”, malandros, espertos, são aqueles mais descolados da escola.

Isso não parece meio errado? Penso nesse tipo de coisa, e então lembro que em uma sociedade remotamente distante tivemos um presidente que digamos, não tinha muitos diplomas. E aí percebo que não precisa ter faculdade pra ser presidente (É sério isso?).

A questão é simples: Talvez ser inteligente não é algo positivo. Mas… E depois da escola? Os inteligentes que vão sobreviver? Ou os “não inteligentes” tomarão conta de nosso planeta? É simples e complexo, é como Bart e Lisa Simpson. A menina possui um intelecto brilhante, observa a vida como ninguém, porém quando quer dizer algo inteligente e profundo as pessoas “normais” não dão bola pra ela, costumam ignorar suas argumentações recheadas de verdades políticas. E ele, o anti-herói, travesso, esperto e não seguidor das regras propostas pela sociedade (pois as regras foram feitas para serem quebradas né?), é mais descolado, aventureiro e sinceramente, eu já vi mais pessoas andando com a camisa do Bart do que com a da Lisa.

Apesar de propor um questionamento a respeito disso, eu não consigo afirmar exatamente em qual dessas esferas eu me encontro, seria eu “inteligente”? Ou não “inteligente”? Talvez, não saber me definir seja algo positivo, pois o não saber nos inclina ao sublime saber. E você, consegue se definir?

*Obs: Torna-se muito complicado fazer uma comparação entre Sherlock Holmes e Tony Stark (dentro de alguns padrões seria impossível), entretanto, isto aconteceu neste pequeno texto por dois motivos:

1° Trata-se de uma crônica
2° Os dois personagens foram interpretados pelo mesmo ator (Robert Downey Jr.) no cinema.

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