Meu passado me condena?

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

Tempo passado

A teoria da relatividade de Albert Einstein vai trabalhar com a noção de passado “mais ou menos assim”: Está relacionado com um aglomerado de eventos que aconteceram num certo ponto do tempo, dentro do contínuo do espaço-tempo. Logo, percebemos que sem nosso passado não estaríamos aqui… Tá, mas isso é óbvio né? Bem, talvez eu não devesse nem escrever essa parte, já que todos compreendem isso, desde as aulas iniciais do ensino fundamental onde aprendemos sobre tempo passado, presente e futuro. O motivo de tentar relembrar essa definição é uma postura que a sociedade desenvolve de “cuspir no prato que comeu”, e apenas para aguçar esse tipo de atuação vou apresentar duas situações similares, apesar de ocorrerem em países e realidades diferentes.

Lembro-me de um passado (não tão distante) estar perambulando pela internet e ler a seguinte manchete:

Angus T. Jones pede para pararem de assistir Two And A Half Men, então, procurei ler com calma o artigo e as palavras de um ator que eu assistia há alguns anos. E então surgiram as seguintes pérolas:

“Jake, de Two And a Half Men, não significa nada. Ele é um personagem inexistente. É um nada. Se você assiste…”, ele dá uma pausa. “Por favor, pare de assistir”, diz o ator. “Eu não quero estar no show. Parem de assistir, parem de encher a cabeça de vocês com isso. Dizem que é entretenimento, mas façam uma pesquisa para entender o que a televisão faz na cabeça de vocês. Aí, sim, vocês poderão decidir o que fazer com a TV e, principalmente, escolher o que assistir.”

Então… Depois de uma pausa… Pensei: É extremamente interessante a maneira pela qual este ator que agora já é um adulto lida com toda a construção de sua carreira. É muito simples dizer isso a todos os telespectadores que passaram horas e mais horas assistindo a série, sem contar que sua atual situação econômica é devido ao seu sucesso na série.

Ou seja: Pra que você está falando isso? Quais são os motivos?

Alguns dias depois saiu uma manchete com as desculpas do pobre rapaz, que se “arrependeu” das coisas que disse.

Recentemente ocorreu isso com um de nossos amigos brasileiros, um tal de Yudi Tamashiro, conhecem? Sim, aquele que fazia parte das manhãs do SBT, que não era conhecido por ninguém antes desse primeiro trabalho, e de repente ao fazer parte de um reality show de “grande sucesso” começou a falar mal de seu trabalho anterior.

Esse tipo de postura não é algo novo em nosso meio, e não vai acabar tão cedo, entretanto, para alguns de nós, trata-se de um comportamento irresponsável. Mas, estamos diante do meio artístico, e aí… vale tudo.

Existe um momento de compreensão que ocorre em nossas visas, onde temos o tal “estalo”, e percebemos que: “Hoje somos o que somos, devido a todos os acontecimentos que passamos”.

Então, como esse tipo de estalo não é algo importante a se ver na televisão, continuaremos a perceber uma das mais normais atitudes dos seres humanos: Falar mal do passado.

2 Comentários


  1. Independente de qualquer coisa, quem não tem um emprego do qual se arrependeu de ter tido? mesmo que tenha sido por causa desse emprego que a pessoa se sustentou e sobreviveu durante um tempo. Só porque algo da muito dinheiro, fama ou seja la o que for, não necessariamente significa que tenha sido a melhor das experiencias, e ser grato por onde você se encontra no presente, não significa fechar os olhos e negar os problemas e sofrimentos do passado. Se a pessoa tem vida publica ou não deveria ser irrelevante.
    De qualquer forma fica a pergunta: quem que se soubesse ontem o que sabe agora erraria tudo exatamente igual?

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.