Quero me embriagar! Por favor, me sirva mais uma rodada de ideias

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Embriagado

O mundo em que vivemos está se tornando inóspito, e percebo que a cada dia torna-se mais difícil respirar. O ar, tem andado um pouco carregado, seria apenas a minha maneira de ver? Estaria eu muito sóbrio para enfrentar as “verdades” que são passadas pra mim dia após dia? Por favor, me deem um antídoto, se é que existe algum remédio para a doença que me corrói. Que insatisfação é essa? Eu vivi bem durante tantos anos, quem foi que abriu a porta e alterou totalmente a minha psique? São tantos os sintomas, mas nenhum diagnóstico. Por quê? Não consigo mais caminhar a direção que todos acham correta, isso não faz parte do meu interesse. Não consigo resolver esses problemas. Já sei… Vou tomar uma posição, e fazer como alguns dos mais corajosos homens da história da humanidade: vou tomar um porre. Sim, é essa a solução, vejo tantos usarem desta prática, quer dizer… Perder a lucidez é a única maneira de sobreviver, então, vou-me curar, deixarei de me tornar lúcido, e consequentemente não terei mais controle sobre mim… Mas, será? Essa é a solução correta? Este método é testado e aprovado, parece que fazê-lo com bastante eficácia apagará minha memória por algumas horas, e quem sabe por alguns dias.

Então é isso…

Garçom… Por favor, eu quero uma dose de compreensão bem forte, e coloque algumas rodelinhas de senso crítico, e pra acompanhar duas porções de intelectualidade, e não acrescente gotículas de ignorância.

Garçom… Desce mais umas… Quero dois copos de ironia, ah, e exagere no sarcasmo, quero uma boa safra, que tal aquela, a que tem sabor de identidade? Ou também pode ser aquela, que faz eu me sentir diferente dos outros, qual o nome mesmo? Ah… Personalidade, e misture com um pouco de percepção.

Garçom… Você tem uma garrafa de filosofia? Eu preciso beber pra esquecer meus problemas… Quero também um copo de complexidade, quem sabe assim o mundo se torna melhor aos meus olhos.

…Acho melhor eu parar, pelo visto não está funcionando.

O ato de “esquecer” os problemas me incomoda, prefiro resolve-los. E o fato de não estar sóbrio, nem se fala, viver sem ter consciência do que faço isso, definitivamente não dá pra fazer. Mas… Como estou aqui… Quero levar uma garrafa…

Quero uma garrafa de ideias, você tem?

Vou levá-la pra casa, e ela me acompanhará sempre.

Apenas isso? É… Acho que serve.

Serei apenas eu, a minha busca eterna pelo saber, e minha garrafa de ideias.

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