Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo

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Anjo chorando

É com essa frase que começa uma das grandes obras do pensamento universal. É um livro chamado O Ateu e o Sábio, de autoria de Voltaire.

Para quem não conhece, Voltaire é o pseudônimo de François-Marie Arouet, um poeta, contista, romancista, teatrólogo e historiador. Foi preso em 1717 e passou seis meses na famosa Bastilha, onde começou a escrever livros.

Talvez você já tenha ouvido falar dele, nas aulas de história ou literatura. Mas se é jovem assim como eu, possivelmente nunca leu uma obra dele. E isso não é errado, até pouco tempo atrás também não tinha lido.

Porém me dei essa oportunidade quando estava acontecendo em minha cidade a I Bienal Internacional do Livro do Agreste de Pernambuco, e esse livro estava sendo vendido por míseros 3 reais, então comprei. O que mais me interessou no livro foi justamente falar sobre religião, pois gosto muito de refletir sobre assunto, mas não exponho minhas ideias aqui porquê sempre terá algum babaca religioso para comentar.

A história do livro gira em torno da existência de Deus, que é colocada a prova e rebatida por um sábio chamado Freind. Ele mostra como Deus é, como ele está presente na nossa vida, e principalmente mostra que Deus não é um cara bom ou ruim, e sim alguém justo.

Para quem gosta desse assunto, ou quer entender um pouco sobre Deus, e se deliciar com uma história bem arquitetada, indico esse livro. Mas se você for um daqueles religiosos/ateus fanáticos que não aceitam nenhuma ideia contrária a seus pensamentos, por favor, não compre o livro.

O Ateu e o Sábio

“O Ateu e o Sábio” tem uma linguagem refinada, e algumas falas você não vai entender, pelo menos eu não entendi, mas isso não compromete a beleza da história como um todo.

O livro que comprei é da Editora Escala e pertence à Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal, número 49, de capa roxa. Acho que em algumas bancas de revistas ou livrarias da sua cidade deve haver o livro, caso não tenha está disponível por R$ 10,00 na Saraiva.

12 Comentários


  1. A única coisa que poderia me convencer da existência de Deus seria vê-lo pessoalmente. Palavra não me convence, preciso de provas.

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    1. Romanos 1:19 Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
      Romanos 1:20 Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis;

      SE AS MARAVILHAS DO GLOBO TERRESTRE, COMO A NATUREZA, OS ANIMAIS, AS MONTANHAS, OS RIOS E OS MARES, E TAMBÉM A COMPLEXIDADE DOS SERES HUMANOS, COMO A MENTE, A MEMÓRIA, A VISÃO, A CONCEPÇÃO DE UM SER NO VENTRE DE UMA MULHER, NÃO TE CONVENCER MEU AMIGO, ENTÃO PENSO QUE NEM AINDA SE O PRÓPRIO DEUS TE APARECER, SERÁ CAPAZ DE TE CONVENCER DA EXISTÊNCIA DELE…

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  2. Olá Luciano,
    Já que está gostando de Voltaire, sugiro que leia O Cândido, que é um livro sensacional e extremamente divertido.
    Um abraço.

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  3. Nossa velho. tava justamente pensando em procurar um novo livro pra começar a ler, quando vi seu post, e, justamente do assunto que mais me enterressa! valeu a dica, vou comprar o livro, vai ser minha próxima leitura, pelos próximos dias. Parabéns pelo post!

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  4. O papel de Deus, existindo ou não, no controle da sociedade é fundamental, pois iamos ter muitos pessoas que não ligariam para nada, matar, roubar. Hoje em dia muito menos, pq temos leis mais eficientes, mais em tempos remotos, as pessoas poderiam ser muito mais mesquinhas do que ja são…. Falar para uma pessoa que ela vai sofrer eternamente por um crime, pode ser efetivo.

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    1. Não to disendo que o carácter depende de religiosidade…. mais tirar o medo do inferno das pessoas, amedio e longo prazo pode ter mudanças grandes na sociedade.. que podem ser para ruim

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  5. Boa tarde, Luciano. Sem dúvida é uma excelente sugestão de leitura.

    Conforme escrevi hoje nas redes sociais, considero que a fé proporciona a muitos crentes experiências subjetivas capazes de suprir aquilo que já não se tem mais nesta vida, fortalecendo um sentimento muito poderoso que há em nós – a esperança. É algo que tem ajudado muitos a caminharem em seus desertos existenciais, fazendo com que o peregrino se sinta em paz num oásis cheio de fontes hídricas em sua volta.

    Não tenho dúvida de que os crentes, em sua maioria, vivem melhor do que muitos ateus, agnósticos e, principalmente, do que as pessoas alienadas (religiosas ou não) que pouco pesquisam sobre a vida. Pois, se o descrente goza da momentânea sensação de libertar-se das ilusões causadas por uma crença cega, descobrindo o quanto estivera preso a ideias ou conceitos equivocados, aos quais submetia-se pensando que tivessem alguma autoridade divina, eis que os grilhões da realidade física são ainda mais duros de suportar.

    Enquanto a fé religiosa pode ajudar a colorir a vida de muita gente, a realidade nos coloca dentro dos limites da nossa finitude material. Restringir-se a ela pode levar o cotidiano de muitos aos níveis da insuportabilidade, principalmente quando o sofrimento torna-se intenso com um prognóstico desanimador.

    Inegavelmente, tenho que parabenizar Voltaire, célebre filósofo iluminista, pela frase escrita em seu livro O Ateu e o Sábio que assim diz: “Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo”. Pois é graças à metafísica intuitivamente criada que a humanidade tem caminhado por milênios desde os tempos pré-históricos. E daí prefiro ser grato à fé por mais que os homens cometam as maiores loucuras em nome dela, considerando necessário tão somente reavaliarmos as crenças.

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