Uma questão que muito nos interessa: Dinheiro

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Dinheiro e felicidade

Sociedade capitalista regada pelo consumismo. Nesse sentido podemos vivenciar o crescimento absurdo de situações forjadas para obter o tão esperado e visado crescimento financeiro.

Mas até que ponto isso deve ser vivenciado dessa forma, é benéfico para o crescimento de uma nação?

O fator crescimento é de suma importância, não da forma que “os grandes” ditam as regras. O crescimento financeiro se sobrepõe a economia; dessa forma os parâmetros seguros para o desenvolvimento da economia de forma sustentada se prejudicam, criando uma desestabilização, podendo então ocorrer, por exemplo, alta inflacionária.

Com essas considerações concluímos que, o dinheiro é o carro chefe da sociedade moderna. Há quem afirme que: “o dinheiro compra tudo”. O dinheiro compra sim muitas coisas que possuem preço, mas e o que tem valor? Digo que o dinheiro traz conforto, comodidade, estabilidade… Dentre tantas outras coisas que são benéficas e também em uma sociedade como a nossa, não se pode imaginar viver da forma que muitos almejam, sem dinheiro; a não ser que você seja um apreciador da natureza e viva da pesca e da caça, ou se alimente de luz e more em um casulo emprestado de algum pequeno animal, que se vista de roupas feitas por folhas de uva.

Mas o ponto principal é o fato do descontrole total desse crescimento insustentável. O bacana hoje é ter, não ser, e além do ter, mostrar. Nos dias atuais percebam como as pessoas se relacionam sem parâmetros axiológicos quando o dinheiro é posto em primeiro lugar. Portanto as relações se tornam superficiais; onde o antiformoso se torna belo, o inculto culto, virtudes podem ser compradas, amizades, amores e quase tudo o mais que você desejar.

E o que não possui está “riqueza” avassaladora de humanos? Talvez não tenha nenhuma valia? Ou seja, um ser inanimado, sem graça?

Karl Marx pode contribuir para um entendimento profundo sobre esta questão. Na sua obra “O Capital” ele cita o “fetichismo da mercadoria”, o que seria isso? Utilizando a história de Moisés que junto com o povo peregrinaram por 40 anos no deserto em busca da terra prometida, com o descontentamento e descrença do povo, Moisés sobe ao Monte Sinai para meditar, e depois de dias desce com as tábuas da lei, e quando ali chega vê que o povo fez novos líderes e ainda com todas as joias que possuíam construíram um ídolo (deus de ouro – dizem ter sido um bezerro). Dessa forma desrespeitando as leis judaicas que não aceita a idolatria e Marx nomeia isso de fetiche.

Texto por Karina Brito.

3 Comentários


  1. Olá Karina de Moraes, boa tarde! Muito bom o artigo: Uma questão que muito nos interessa: Dinheiro. Se um intuito é nos levar a reflexão. Parabéns. Você conseguiu.

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  2. Olá Hamilton, não sou Moreira, mas está valendo rs! Que legal fico feliz por isso, obrigada pelo comentário e elogio. “)

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  3. Verdade, porem não podemos desassociar o dinheiro de nossa vida, pois não somos nenhuma forma das descritas acima. rsrsrs

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