Vestibular e a modinha de passar em Harvard

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Estudante frustrado

Vestibular é uma das coisas mais importantes na vida de qualquer jovem. É a época que ele vai escolher o que será para o resto da via, ao menos é isso o que se espera.

Mas além de escolher o curso ao qual você vai passar os próximos três, quatro, cinco, ou até seis anos, ainda é preciso escolher a faculdade. Será uma federal ou uma particular, no seu estado ou fora dele?

E aí chegamos à outra questão, fazer no Brasil ou cursar uma faculdade no exterior. Esse é outro problema, e parece até que virou uma modinha, quantas vezes já não viu na TV alguém dizer que fulaninho passou na Harvard.

O problema não é passar na Harvard, e sim a modinha que vem com isso. Certamente se seus pais estão do seu lado, ao assistir isso, com certeza eles devem dizer: “Esse fulano é muito estudioso, se dedicou e foi para Harvard, olha só, Harvard”. Isso soa como uma indireta para alguns, que mais direta só se ele dissesse o nome.

Não que Harvard seja uma faculdade ruim, mas não é tão simples chegar a Harvard. É preciso diversos documentos, fazer uma prova em que se paga quase R$ 100,00 para atestar que você sabe falar inglês. Precisa estudar muito e ainda ser o queridinho dos professores e da escola, pois sem esse apoio dificilmente você conseguirá uma bolsa em Harvard.

Caso contrário terá que pagar para estudar lá, ou conseguir uma bolsa do Governo Federal, o problema é que as bolsas oferecidas pelo Governo são, em sua maioria, para cursos de áreas não tão comuns no Brasil, ou para mestrado.

Outra coisa é que quem faz a faculdade é o aluno. Hoje o nosso sistema de ensino é muito falho, passa se três anos estudando para o Vestibular, e se aprende coisas que não são usadas no dia a dia, e que dificilmente serão usadas no futuro.

Mas será que vale realmente a pena recorrer (e trabalhar muito) para entrar no sistema americano, ou em qualquer outro do exterior. Acredito que se for somente pela faculdade, ou para dizer que foi graduado em Harvard, não vale a pena, ou será que Steve Jobs tinha uma graduação dessas. Porém se for pela experiência, ai sim vale a pena. A experiência é o que faz ser obrigatório o estágio, pois se aprende mais fazendo, do que vendo um sistema falho que coloca diversas coisas em um quadro, em que não se aprende nada.

Olhe pelos alunos inteligentes, eles não estudam só na aula, estudam em casa, pois se estudar só na sala não vale a pena. Mas se eu disser isto, estaria me contradizendo, pois digo no início do texto que você não precisa estudar feito um louco. Porém não me contradigo, pois não falo apenas em chegar em casa e ler um monte de livros, falo em ver as coisas funcionando, falo em ver uma maça caindo e saber que ali existe a gravidade. Ou seja, aprender pela experiência, e não por faculdade ou colégio A ou B, mesmo que um bom colégio seja importante.

Você estuda muito para passar no vestibular, fazer uma prova, entrar na faculdade, mas e depois? Qual a experiência que você conseguiu, qual o networking que você construiu? Lembre que no mercado de trabalho atual não importa mais se você foi graduado em Economics at Harvard University, e sim sobre o que você conhece sobre o seu mercado de trabalho.

11 Comentários


  1. Universidade faz diferença, sim! (Nossa… E como faz)
    Só ela não te garante nada, mas ajuda se tu não tens nada de bagagem.
    Eu fiz ufsc e agora estou fazendo a belas artes de curitiba. Trabalhei em 2 multinacionais e em todas, os cargos do alto escalão são de pessoas formadas ou com mbas nas melhores universidades do mundo (incluindo Harvard).
    Isso que digo é por experiência própria e não foi lido em algum lugar!
    E cuidado com o seu último paragrafo… Não é bem assim, temos muitas variáveis.
    abs e boa sorte

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    1. Henrique,
      Esse pessoal que ocupa os mais altos cargos não apenas estão lá pela faculdade, mas sim pelo o que eles sabem. A Faculdade é algo que veio junto, e certamente os ajudou nessa caminhada. Mas se fosse apenas a faculdade eles não teriam nada. É só olhar para os maiores gênios da computação, praticamente nenhum tem graduação, mas muitos tem bastante experiência.

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  2. “Quem faz a faculdade é o aluno.”
    Ou seja, só tem aluno meia-boca no Brasil.

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  3. O texto perdeu minha credibilidade quando li ‘modinha de passar em harvard’, logo achei que fosse algum adolescente que escreveu. Como se fosse algo ruim. Estrangeiros e brasileiros entram lá há tempos, só porque a mídia divulgas mais as histórias nao quer dizer que nunca ocorreu com certa frequencia. O restante do texto não diz nada, e o pouco que diz está mal exposto.

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  4. Gostei, eu tinha exatamente essa idéia de vestibular e faculdade boa, tenho 15 anos e essa reportagem fez muita diferença na minha vida
    Obrigado!

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  5. Qual a chance de alguém graduado em Economics at Harvard University saber menos sobre o mercado de trabalho do que alguém graduado em uma das piores universidades do varejão do ensino? Z-E-R-O.

    Mas o aluno importa muito sim.

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  6. não é bem assim não.
    Pra entrar em Harvard não precisa só ser super inteligente,
    você tem que ser um cranio. Uma faculdade de nome conta sim (e muito!)
    no seu curriculo e harvard vai te por na frente de qualquer um meu amigo.
    Não é modinha

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    1. Michely,
      Justamente a faculdade é para quem tem crânio e quem tem dinheiro para ir. Só que agora as pessoas estão pensando que é fácil passar lá porque a TV vem mostrando isso como uma modinha. Claro que ter Harvard no currículo é muito bom, mas é perfeitamente possível ser presidente de uma grande companhia sem ter uma faculdade de renome, é mais difícil, mas não impossível.

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